Inflação do aluguel tem segunda deflação seguida e acumula alta de 2,16% em 12 meses

Queda do indicador em agosto acompanha resultado negativo do IPCA-15, considerado a prévia da inflação.

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Publicado em 28/08/2026 às 11:20h Publicado em 28/08/2026 às 11:20h por Wesley Santana
IGPM é usado como base para contratos imobiliários no geral (Imagem: Shutterstock)
IGPM é usado como base para contratos imobiliários no geral (Imagem: Shutterstock)

Dados publicados nesta sexta-feira (28) mostram que o IGP-M (Índice Geral de Preços ao Mercado), considerado a inflação do aluguel, apresentou deflação em agosto. O indicador veio com baixa de 0,22%, ampliando um movimento de queda que já tinha sido registrado no mês anterior, quando o resultado foi de -1,16%.

Com isso, o índice soma alta de 2,16% no acumulado dos últimos 12 meses. O valor está dentro da expectativa dos analistas, que previam algo entre 1,8% e 2,6%, conforme dados apurados pelo Valor.

“O IGP-M ficou negativo pelo segundo mês, embora a queda tenha perdido intensidade. No IPA, a baixa dos produtos industriais foi parcialmente compensada pela alta dos produtos agropecuários, cuja taxa passou de -0,20% para 2,73%. Para o consumidor, energia elétrica, tomate, batata-inglesa, passagem aérea e gasolina contribuíram para aprofundar a queda do IPC. O INCC seguiu em direção contrária, com avanço da mão de obra”, afirmou o economista da FGV Ibre André Braz.

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O índice é um dos principais indicadores do movimento dos preços na economia, estando vinculado a diversos contratos imobiliários. Os dados são coletados mensalmente entre os dias 21 de um mês e 20 do próximo.

O movimento segue o que já foi visto no IPCA-15, que é a prévia da inflação oficial. Em agosto, o índice recuou 0,4%, puxado pelos segmentos de Habitação e Alimentação e bebidas.

“O número é expressivo, mas precisa ser interpretado com cuidado. Uma parcela relevante da deflação veio de um evento extraordinário: o Bônus de Itaipu, incorporado às contas de energia elétrica emitidas em agosto. A energia residencial caiu 6,25% e retirou 0,26 ponto percentual do IPCA-15. Sozinha, portanto, explicou mais da metade da variação negativa do índice”, avalia André.