Bitcoin (BTC) despenca e acumula queda de 30% em 2026

Saída bilionária de ETFs, juros elevados e vendas por grandes investidores pressionam a principal criptomoeda do mercado.

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Publicado em 02/06/2026 às 13:32h Publicado em 02/06/2026 às 13:32h por Wesley Santana
Bitcoin tem hoje US$ 1,3 trilhão em valor de mercado (Imagem: Shutterstock)
Bitcoin tem hoje US$ 1,3 trilhão em valor de mercado (Imagem: Shutterstock)

O Bitcoin (BTC) opera com forte queda na tarde desta terça-feira (2), mostram dados do monitor CoinMarketCap. Por volta das 13h, a principal criptomoeda do mercado era negociada a R$ 337,6 mil.

O resultado deste pregão coloca o token em uma situação bastante desfavorável, já que, apenas neste ano, a queda já chega a 30%. Se comparado a um ano, o recuo é ainda maior, de 43%, ainda de acordo com o monitor.

Uma junção de coisas faz com que a cripto tenha esse desempenho negativo, conforme avaliam os analistas do setor. A primeira delas está envolvida com a saída recorde de investidores dos ETFs que contemplam o ativo.

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Apenas nos EUA, nas últimas semanas, os fundos de índices somam US$ 3,4 bilhões em saídas. Com isso, já são 11 dias consecutivos de baixa na cotação do indicador, o que tem chamado a atenção de muita gente.

Além disso, no cenário macroeconômico, pesa contra o indicador o fato de que vários bancos centrais pelo mundo enxergam um recuo mais tímido nas taxas de juros dos países. Isso acontece tanto no Brasil como nos EUA, onde os diretores veem a guerra no Irã como um fator prejudicial para a inflação dos países.

Também pesa contra a criptomoeda um movimento de venda de criptomoedas por empresas chamadas Bitcoin Treasuries. A Strategy, por exemplo, informou ao mercado que se desfez de 32 unidades, o que lhe rendeu US$ 2,5 milhões.

Por ser a maior cripto do mercado, o movimento do BTC também afeta outros tokens do mercado. Por isso, a situação também é complicada para outros ativos importantes, como o Ethereum (ETH), que voltou ao mesmo patamar de cinco anos atrás.

O índice CoinDesk 20, que reúne as 20 maiores criptomoedas do mundo, recua 34% desde janeiro e opera hoje em seus 1.882 pontos. Uma das únicas exceções deste indicador é a Hyperliquid (HYPE), que consegue registrar um ganho de 183% no ano.

"Para ativos como o HYPE, onde há um consenso amplo de que é um ativo alocável, existe uma enorme liquidez. Não é difícil negociá-lo", disse Joshua Lim, chefe global de mercados da FalconX, em entrevista à FalconX. "O HYPE provavelmente, em alguns dias, será mais líquido para nós do que o Ethereum", completou.