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Kora Saúde (KRSA3), que até meados de abril de 2025 ainda tinha suas ações negociadas na B3, recebeu nesta segunda-feira (4) o acolhimento da Justiça para dar prosseguimento a um processo de recuperação extrajudicial. O desafio da companhia é renegociar suas dívidas de R$ 2,7 bilhões com credores.
Seu acionista controlador, a gestora HIG Capital, foi o responsável por realizar uma
OPA (oferta pública de aquisição),
mecanismo que comprou todas as ações da Kora Saúde que circulavam nas mãos de acionistas minoritários na bolsa de valores brasileira, culminando no fechamento de capital.
Apesar de possuir rede de hospitais particulares no Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso e Tocantins, que somam mais de 2 mil leitos hospitalares e corpo clínico de 10 mil médicos, a Kora Saúde foi parar na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo.
No caso, a prioridade da companhia é renegociar apenas dívidas não operacionais, como aquelas mantidas com investidores de renda fixa e instituições financeiras.
Por ora, a Kora Saúde manterá o pagamento de fornecedores, médicos, colaboradores, prestadores de serviços, locatários de imóveis e equipamentos, redes conveniadas, planos de saúde e parceiros comerciais.
A Kora Saúde optou pelo caminho da recuperação extrajudicial, que é menos grave que uma situação de recuperação judicial, já que é de iniciativa da própria empresa devedora renegociar suas dívidas com credores sem adicionar uma série de burocracias judiciais.