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A bolsa de valores brasileira opera em queda na tarde desta segunda-feira (3). Segundo dados da B3, o principal indicador do mercado acionário recua 0,4% e volta aos 177,1 mil pontos.
O Ibovespa (IBOV) acompanha o movimento do petróleo no mercado internacional, que repercute diretamente nas ações da Petrobras (PETR4). Enquanto a commodity despenca 5,5%, a estatal perde quase 1% do seu valor de mercado.
As outras petrolíferas da B3 também pressionam o Ibovespa neste pregão. A Brava Energia (BRAV3) despenca quase 6%, a Prio (PRIO3) perde 3,3% e a PetroReconcavo (RECV3) recua 3,2%, ainda segundo a bolsa.
No entanto, a baixa do dia é liderada pela CSN (CSNA3), que vê as ações caírem mais de 8,2%. No fim da semana passada, a empresa teve seu rating cortado pela Fitch por risco de endividamento.
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Na outra ponta, quem contribui para reduzir as perdas é a Hapvida (HAPV3), que avança 4%. A Qualicorp (QUAL3) também apresenta variação positiva na mesma proporção, fazendo com que o resultado do Ibovespa não seja ainda pior.
O dólar operava com alta de 0,2%, aos R$ 5,08, conforme informações do Banco Central. Já o euro seguia sem grandes mudanças em relação à última sexta-feira, cotado a R$ 5,84.
Depois de voltar a acelerar, o barril do petróleo voltou a cair no mercado internacional. Nesta segunda-feira, o Brent é cotado a US$ 83, flertando com um recuo ainda maior.
O movimento acontece depois que o presidente Donald Trump afirmou estar chegando a um acordo com o Irã. O presidente dos Estados Unidos cancelou ataques que estavam previstos, afirmando que negociações serão realizadas ao longo do dia.
“As últimas notícias sobre o cancelamento de ataques de Trump contra o Irã, em meio a novas negociações, são encorajadoras”, diz o banco alemão Commerzbank, em nota. “No entanto, resta saber se os últimos acontecimentos também resultarão em um alívio duradouro para os preços do petróleo e, consequentemente, para a inflação."
Soma-se a isso o fato de que a OPEP+, grupo que reúne os maiores exportadores de petróleo, decidiu aumentar a produção de petróleo para setembro. Serão incrementados 188 mil barris de petróleo por dia no mês que vem, na sexta mudança consecutiva.
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