O governo Lula tem mobilizado esforços nesta quarta-feira (15) para reduzir as dívidas do agronegócio, tendo o
Banco do Brasil (BBAS3) como um dos principais interessados, uma vez que a carteira de crédito agrícola da estatal soma R$ 418,4 bilhões em 2026, enquanto produtores rurais encontram-se em dificuldades financeiras, inclusive a serem agravadas pelo fenômeno
El Niño.
Dessa maneira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou uma Medida Provisória que engloba o renegociamento de até R$ 100 bilhões em dívidas de produtores rurais com
instituições financeiras, estabelecendo um teto de juros de 12% ao ano e prazo de pagamento de até 10 anos.
"O Banco do Brasil está pronto para receber os agricultores endividados, renegociar as dívidas …para que a gente vá adiante, para que o Plano Safra recém-anunciado comece a operar", afirmou o ministro da Fazenda aos jornalistas.
No detalhe, os pequenos produtores teriam acesso a taxas de renegociação com juros de 6% ao ano, enquanto os médios e grandes produtores disputariam condições entre 9% e 12% ao ano, respectivamente.
As condições facilitadas aos produtores rurais endividados requerem comprovação de prejuízos das atividades justificadas pelos efeitos da guerra no Oriente Médio (que encarece o custo dos fertilizantes) ou por fatores climáticos.
Vale citar que a Medida Provisória sobre dívidas rurais ainda dependerá da aprovação dos deputados federais e senadores, se não perderá validade em até 120 dias.
Por sua vez, as ações
BBAS3 operavam em ligeira alta de +0,15% hoje, na região dos R$ 20 cada. Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Banco do Brasil (BBAS3) há dois anos, hoje você teria R$ 833,20, já considerando o reinvestimento dos
dividendos.