Demissão na Vale (VALE3): Conselheiro renuncia à presidência

Uma das empresas mais valiosas do Brasil enfrenta mudança em sua mais alta cúpula administrativa.

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Publicado em 06/07/2026 às 20:39h Publicado em 06/07/2026 às 20:39h por Lucas Simões
VALE3 atravessa período de renovação corporativa (Imagem: Shutterstock)
VALE3 atravessa período de renovação corporativa (Imagem: Shutterstock)
A Vale (VALE3) confirmou nesta segunda-feira (6) o que boa parte dos investidores já imaginaria que iria ocorrer: a renúncia de Daniel André Stieler aos cargos de membro e presidente do Conselho de Administração da companhia. Tal medida já tem efeitos imediatos.
O fato consumado só agora não surpreende tanto assim ao mercado porque a Previ já defendia a saída do conselheiro, como uma das principais acionistas da mineradora.
No caso, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (BBAS3) defendia a tese de renovação da governança corporativa da VALE3, visto que a saída de Stieler da presidência do conselho daria independência e robustez institucional.
Ainda não está claro quais poderão ser as implicações da mexida na alta cúpula administrativa da companhia, mas a saída de Stieler do conselho da Vale, onde estava desde 2021, coincide com a cotação mínima da mineradora nos últimos 30 dias, na região dos R$ 77 por ação.
Nos bastidores do mercado, ventila-se que o adeus Stieler possa estar relacionado a intervenções políticas do governo Lula. Apesar de não ser mais uma estatal, a máquina pública estaria pressionando a diretoria da Vale a realizar mais investimentos no país, em pleno ano eleitoral.
Por sua vez, a Vale fez questão de reconhecer a contribuição da Stieler na presidência do conselho, adotando decisões estratégicas que contribuíram para a geração sustentável de valor, o fortalecimento institucional e a consolidação da visão de longo prazo da empresa. 
Segundo dados do Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em Vale (VALE3) há dez anos, hoje você teria R$ 9.547,80, já considerando o reinvestimento dos dividendos. A simulação também aponta que o Ibovespa teria retornado R$ 3.322,60 nas mesmas condições.