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Vale (VALE3) decidiu reforçar a sua presença em Minas Gerais, mas investindo em cultura e não em atividades minerais desta vez.
🤝 A companhia tornou-se a nova patrocinadora do Mercado Central de Belo Horizonte, um dos maiores símbolos da capital mineira, por meio de um contrato inovador de naming rights.
Os contratos de naming rights permitem que as empresas associem a sua marca a um espaço, para ganhar mais visibilidade, e têm sido cada vez mais utilizados pelas empresas brasileiras.
O
Nubank (ROXO34), por exemplo, adquiriu os naming rights dos estádios do Palmeiras e do Inter Miami CF recentemente. Já o
PagBank (PAGS34) comprou o direito de colocar a sua marca na estação de metrô da Faria Lima, em São Paulo.
A Vale, por sua vez, decidiu adotar essa estratégia de uma forma diferente. A companhia vai investir, mas não vai alterar o nome do Mercado Central de Belo Horizonte.
"Em respeito ao forte vínculo emocional dos mineiros com o Mercado, a empresa optou por não exercer o direito de naming rights previsto em contrato, inaugurando uma nova modalidade de patrocínio: o Right Naming, que mantém o nome 'Mercado Central' e preserva sua identidade e legado", informou.
Polêmica com bets
🔎 A decisão ocorre depois do rompimento antecipado do contrato de naming rights firmado entre o Mercado Central de Belo Horizonte e a empresa de apostas KTO.
O contrato foi fechado em setembro de 2024 e iria até 2027, mas acabou sendo revisto antes do prazo, depois da reação negativa da sociedade mineira à decisão da empresa de colocar a sua marca na fachada e no nome do estabelecimento.
A Vale não citou a polêmica, mas disse que a parceria foi construída "a partir da escuta ativa da comunidade" e reconhece o simbolismo do Mercado Central de Belo Horizonte.
Investimentos para o centenário do mercado
💲 A mineradora ainda promete ouvir a opinião dos lojistas ao longo dos próximos anos, para viabilizar investimentos de melhoria no mercado.
A expectativa é realizar intervenções estruturais, projetos de sustentabilidade e ações de impacto social até o centenário do estabelecimento, em 2029.
"O Mercado Central permanece com o nome que o tornou referência para gerações de belo-horizontinos e visitantes, enquanto ganha um parceiro comprometido com sua continuidade e valorização", afirmou o diretor de Comunicação e Marca da Vale, Leandro Modé.
Ele disse ainda que investimentos culturais como este fazem parte do compromisso social da Vale, na medida em que promovem o desenvolvimento sustentável dos territórios, ampliam oportunidades, fortalecem identidades e criam vínculos sociais.