CSN fecha exclusividade com chinesa para venda de cimentos por R$ 12,7 bi
Huaxin Buildings Materials apresentou melhor proposta pelo ativo, segundo comunicado da companhia.
🚨 A CSN (CSNA3) fechou o acordo que o mercado aguardava para reduzir o peso de sua dívida. A companhia celebrou o contrato para vender ações de sua subsidiária CSN Cimentos à chinesa Huaxin Building Materials Group, conforme fato relevante divulgado neste domingo (8).
O valor da empresa, o chamado enterprise value, foi acertado em R$ 12,7 bilhões, montante que considera tanto as ações quanto às dívidas existentes da CSN Cimentos.
A CSN avisou que o número ainda está sujeito aos ajustes usuais em operações desse tipo, entre eles os relacionados ao capital de giro da empresa vendida.
Segundo a siderúrgica, a transação faz parte da estratégia para diminuir o endividamento. “A transação constitui uma etapa importante na estratégia da empresa voltada à redução do seu endividamento e o equacionamento da sua estrutura de capital”, afirmou a companhia no comunicado.
A venda é peça central do plano financeiro do grupo. A CSN encerrou o segundo trimestre com dívida líquida próxima de R$ 40,5 bilhões, e a cimenteira era o ativo que a empresa mais buscava vender para enfrentar esse passivo.
Foi esse o desafio entregue ao novo presidente, Fabio Schvartsman, que assumiu com a missão de desalavancar a companhia.
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O caminho até o contrato foi longo. As duas companhias negociavam com exclusividade desde 30 de outubro, e o prazo dessa fase terminaria no início desta semana.
O processo competitivo havia sido aberto em março de 2026, e a chinesa foi escolhida por apresentar a proposta considerada mais vantajosa.
O valor final ficou abaixo da pretensão inicial do controlador. No começo do processo, a expectativa da CSN era levantar até R$ 15 bilhões, mas as ofertas giraram em torno de R$ 10 bilhões e a avaliação do negócio convergiu para cerca de R$ 12 bilhões.
O negócio, porém, ainda não está encerrado. A conclusão depende do cumprimento de condições precedentes, entre elas a aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), a anuência prévia da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e as aprovações regulatórias necessárias na China.
📊 A CSN informou que espera concluir a operação assim que essas exigências forem atendidas. A companhia iniciou a produção de cimento em meados de 2009.
Huaxin Buildings Materials apresentou melhor proposta pelo ativo, segundo comunicado da companhia.
A empresa alega que o incidente decorre de reação de alta de temperatura do ferro-gusa com excesso de umidade.