Explosão na CSN (CSNA3) em Volta Redonda coincide com tombo de 9% das ações na B3
A empresa alega que o incidente decorre de reação de alta de temperatura do ferro-gusa com excesso de umidade.
Nesta sexta-feira (30), a CSN (CSNA3) informou ao mercado que celebrou um acordo de exclusividade com a chinesa Huaxin Buildings Materials pela venda da CSN Cimentos. O acordo tem prazo de dez dias e prevê um repasse de R$ 12,7 bilhões pelo ativo.
De acordo com o comunicado, a proposta apresentada pela empresa chinesa foi a melhor entre as recebidas pela brasileira. Diante disso, a companhia assumiu a dianteira na fila e ganhou exclusividade pelo período destacado.
Além da Huaxin, outras empresas participaram do processo público, como a Votorantim Cimentos. Pelo menos desde março deste ano, a empresa vem formatando e recebendo propostas de interessados.
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A decisão chega em um momento específico, quando a CSN está buscando novos aportes financeiros para controlar suas dívidas. A empresa chegou a contratar alguns bancos, mas encontrou também a possibilidade de vender parte de seus ativos.
No começo deste mês, a empresa colocou à venda sua subsidiária de siderurgia na Europa, a Stahlwerk Thüringer. Neste caso, a companhia pode levantar até 550 milhões de euros, conforme últimas mensagens.
Nos últimos meses, a empresa vem passando por um longo e forte processo de correção na bolsa de valores. Isso faz com que a empresa tenha perdido mais de 50% do seu valor de mercado apenas em 2026.
Nesta quinta-feira (29), as ações fecharam cotadas em R$ 4,25, depois de caírem 21% apenas na semana. Parte desta correção envolve o resultado das eleições presidenciais.
A empresa alega que o incidente decorre de reação de alta de temperatura do ferro-gusa com excesso de umidade.
Nesta terça (20), a companhia negou avaliar IPO da CSN Cimentos como alternativa à venda e afirmou que a negociação chegou à fase final.