Ao olhar atentamente a dinâmica dos juros compostos, observa-se que os rendimentos pagos pelos títulos públicos de longo prazo encontram-se em seu maior patamar desde a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno das Eleições 2026.
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Prova disso é o desempenho do
Tesouro IPCA+ 2050, cujo rendimento alcançou
IPCA+ 7,42% ao ano nesta data, exatamente 1 ponto percentual a mais em relação ao retorno de
IPCA+ 6,42% ao ano pago pelo mesmo título público no último pregão antes do desfecho não precificado pelo mercado financeiro para as eleições presidenciais brasileiras.
Se por um lado o Banco Central demonstra preocupação com o prolongamento dos preços elevados do petróleo, um termômetro da inflação mundial,
tanto que não mexeu na taxa Selic, na outra ponta, um dos idealizadores do Plano Real divulgou uma medida ousada para conter a dívida pública que deixou o mercado financeiro ressabiado.
O economista André Lara Resende, um dos mais respeitados do país,
propôs que o governo Lula 4 reduza a taxa básica de juros nos próximos 12 meses para o patamar de apenas 7,50% ao ano, uma vez que atualmente o pagamento só dos juros da dívida pública consome 10% do PIB (Produto Interno Bruto).
Embora seja apenas uma ideia embrionária, os agentes do mercado já começam a embutir nas taxas praticadas no Tesouro Direto o temor de se reduzir a
taxa Selic na canetada, deixando possivelmente a inflação desancorada, coincidindo justamente com o recorde nos juros compostos longos.