Copasa (CSMG3) despenca após frustração com oferta de privatização

Investidores reagiram negativamente a propostas abaixo do esperado pelo governo de Minas Gerais.

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Publicado em 27/05/2026 às 18:44h Publicado em 27/05/2026 às 18:44h por Wesley Santana
Copasa é a estatal mineira responsável pelo saneamento básico do estado (Imagem: Divulgação)
Copasa é a estatal mineira responsável pelo saneamento básico do estado (Imagem: Divulgação)

As ações da Copasa (CSMG3) fecharam o pregão desta quarta-feira (27) com queda de quase 5%, mostram dados da B3. Os papéis terminaram o dia cotados em R$ 50,75, somando um valor de mercado de R$ 19 bilhões.

O desempenho reflete o andamento da oferta de privatização da estatal mineira de saneamento. Os interessados em serem acionistas de referência da companhia teriam feito propostas abaixo do que esperava o governo de Minas Gerais, conforme destacou reportagem da Bloomberg.

Houve ao menos dois interessados no controle da Copasa: um consórcio formado por Itaúsa (ITSA4), fundo soberano de Cingapura (GIC) e Equipav; e a Equatorial (EQTL3), que já é acionista de referência da Sabesp (SBSP3).

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Os planos do governo eram vender até 30% das ações da companhia para um acionista de referência por um total de R$ 6 bilhões. Outros 15% também seriam disponibilizados no mercado por R$ 3 bilhões, sendo que o governo ficaria com apenas 5% do capital social, ou cerca de R$ 1 bilhão, seguindo as regras da oferta.

A expectativa era anunciar já nesta quarta quem seria o acionista de referência, mas, no começo do pregão de hoje, o governo estadual comunicou ao mercado que mudaria parte do cronograma de privatização da marca. Horas depois, surgiu a informação de que as ofertas nem sequer teriam chegado ao valor atual de negociação das ações no balcão da bolsa.

Tanto o governo mineiro quanto a Copasa se limitaram a dizer que “as alterações na oferta serão submetidas à deliberação do Comitê de Coordenação e Governança de Estatais, e um novo cronograma atualizado da oferta será oportunamente reapresentado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM)”.

Com isso, o alerta dos investidores logo se acendeu para uma eventual falta de acordo para o negócio. As ações operaram, portanto, no campo negativo durante todo o pregão da bolsa.