O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), entrou na mira da Polícia Federal nesta sexta-feira (15) durante a Operação Sem Refino, que investiga suspeitas de fraudes fiscais envolvendo a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.
A investigação da PF também teve como alvo o empresário Ricardo Magro, dono da
Refit (RPMG3), contra quem foi expedido mandado de prisão.
A corporação solicitou ainda a inclusão do nome do empresário na Difusão Vermelha da Interpol, lista internacional de procurados. Magro já havia sido alvo de uma megaoperação em novembro do ano passado.
Segundo os investigadores, o conglomerado econômico teria utilizado sua estrutura societária e financeira para promover “ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior”.
Além de Cláudio Castro, também foram alvos de buscas o desembargador afastado Guaraci Vianna, o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador do estado Renan Saad.
Ao todo, a PF cumpriu 17 mandados de busca e apreensão, além de sete medidas de afastamento de funções públicas.
Em nota, a defesa de Castro afirmou ter sido “surpreendida com a operação” e declarou que o ex-governador está “à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos, convicto de sua lisura”.
A operação foi autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes no âmbito da chamada ADPF das Favelas, ação que trata das regras para operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro.