CEO da B3 (B3SA3) deixa cargo para assumir comando do Santander (SANB11)

Mário Leão, CEO do banco espanhol desde janeiro de 2022, deixará o cargo até o fim do primeiro semestre.

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Publicado em 19/03/2026 às 20:36h - Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h Publicado em 19/03/2026 às 20:36h Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h por Matheus Silva
A B3 confirmou a saída de Finkelsztain em comunicado ao mercado (Imagem: Shutterstock)
A B3 confirmou a saída de Finkelsztain em comunicado ao mercado (Imagem: Shutterstock)
🚨 O Santander Brasil (SANB11) e a B3 (B3SA3) anunciaram nesta quinta-feira (19), mudanças simultâneas no comando de suas operações. 
Mário Leão, CEO do banco espanhol desde janeiro de 2022, deixará o cargo até o fim do primeiro semestre. Em seu lugar, assumirá Gilson Finkelsztain, atual CEO da B3 desde 2017, que também permanecerá na bolsa até junho antes da transição.
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A B3 confirmou a saída de Finkelsztain em comunicado ao mercado. "A decisão foi tomada de comum acordo entre o executivo e o conselho de administração, no contexto de um processo estruturado de sucessão, iniciado com a devida antecedência", diz a nota. 
O Santander, por sua vez, agradeceu publicamente a Leão, destacando "sua valiosa contribuição ao Santander Brasil e a seus diversos stakeholders ao longo dos últimos onze anos em que atuou na companhia."

Leão deixa cargo sem atingir meta de ROE de 20%

Leão assumiu o Santander Brasil em um momento de alta inadimplência, pressão sobre margens e concorrência crescente das fintechs. 
Nos últimos trimestres, o banco entregou resultados progressivos, com o lucro do quarto trimestre atingindo R$ 4,08 bilhões, o melhor em quatro anos.
No entanto, o executivo encerra o ciclo com ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) de 17%, abaixo da marca considerada referencial de 20% para o setor.
Finkelsztain chega ao banco com a missão de atingir exatamente esse patamar até 2028, conforme meta estabelecida pelo Santander Espanha. 
Em relatório recente, o Safra avaliou que a rentabilidade do banco está se tornando menos dependente do crédito, mas alertou que a trajetória depende do controle das despesas operacionais.
Vale registrar que Finkelsztain chegou a ser aprovado como membro do conselho de administração do Santander pelos acionistas, mas desistiu da posição antes de assumir.

B3 busca sucessor com concorrente no horizonte

Com a saída de Finkelsztain, a B3 enfrenta o desafio de encontrar um novo CEO em um momento sensível. Segundo apuração do Valor Econômico, Luiz Masagão, atual vice-presidente de produtos e clientes da bolsa, é o nome mais cotado. 
Masagão integra a B3 desde o segundo semestre de 2024, vindo da tesouraria do Santander, onde permaneceu por 14 anos.
O Valor Econômico também cita José Berenguer, presidente do Banco XP e membro do conselho de administração da B3, e Caio Ibrahim David, presidente do conselho de administração da bolsa e ex-executivo do Itaú (ITUB4), como outros nomes mencionados para o posto.
Procurada, a XP negou que José Berenguer irá deixar o cargo na instituição.
O próximo CEO assumirá com o desafio de lidar com uma possível concorrente. A Base Exchange, operada pela ATG (Americas Trading Group), tem processos avançados para entrar no mercado.
📊 A gestão de Finkelsztain à frente da B3 foi marcada pela implementação de melhorias tecnológicas e pela diversificação das receitas da bolsa, que passou a depender menos da negociação de ações e ampliou verticais como dados e renda fixa.