Mário Leão, CEO do banco espanhol desde janeiro de 2022, deixará o cargo até o fim do primeiro semestre. Em seu lugar, assumirá Gilson Finkelsztain, atual CEO da B3 desde 2017, que também permanecerá na bolsa até junho antes da transição.
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A B3 confirmou a saída de Finkelsztain em comunicado ao mercado. "A decisão foi tomada de comum acordo entre o executivo e o conselho de administração, no contexto de um processo estruturado de sucessão, iniciado com a devida antecedência", diz a nota.
O Santander, por sua vez, agradeceu publicamente a Leão, destacando "sua valiosa contribuição ao Santander Brasil e a seus diversos stakeholders ao longo dos últimos onze anos em que atuou na companhia."
Leão deixa cargo sem atingir meta de ROE de 20%
Leão assumiu o Santander Brasil em um momento de alta inadimplência, pressão sobre margens e concorrência crescente das fintechs.
Nos últimos trimestres, o banco entregou resultados progressivos, com o lucro do quarto trimestre atingindo R$ 4,08 bilhões, o melhor em quatro anos.
Finkelsztain chega ao banco com a missão de atingir exatamente esse patamar até 2028, conforme meta estabelecida pelo Santander Espanha.
Em relatório recente, o Safra avaliou que a rentabilidade do banco está se tornando menos dependente do crédito, mas alertou que a trajetória depende do controle das despesas operacionais.
Vale registrar que Finkelsztain chegou a ser aprovado como membro do conselho de administração do Santander pelos acionistas, mas desistiu da posição antes de assumir.
B3 busca sucessor com concorrente no horizonte
Com a saída de Finkelsztain, a B3 enfrenta o desafio de encontrar um novo CEO em um momento sensível. Segundo apuração do Valor Econômico, Luiz Masagão, atual vice-presidente de produtos e clientes da bolsa, é o nome mais cotado.
Masagão integra a B3 desde o segundo semestre de 2024, vindo da tesouraria do Santander, onde permaneceu por 14 anos.
O Valor Econômico também cita José Berenguer, presidente do Banco XP e membro do conselho de administração da B3, e Caio Ibrahim David, presidente do conselho de administração da bolsa e ex-executivo do
Itaú (ITUB4), como outros nomes mencionados para o posto.
Procurada, a XP negou que José Berenguer irá deixar o cargo na instituição.
O próximo CEO assumirá com o desafio de lidar com uma possível concorrente. A Base Exchange, operada pela ATG (Americas Trading Group), tem processos avançados para entrar no mercado.
📊 A gestão de Finkelsztain à frente da B3 foi marcada pela implementação de melhorias tecnológicas e pela diversificação das receitas da bolsa, que passou a depender menos da negociação de ações e ampliou verticais como dados e
renda fixa.