Itaú (ITUB4) supera R$ 12 bi em lucro no 3T26; veja os destaques do balanço

O banco ampliou a carteira de crédito, enquanto a inadimplência acima de 90 dias subiu para 2%.

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Publicado em 03/11/2026 às 19:34h Publicado em 03/11/2026 às 19:34h por Matheus Silva
Com o balanço do 3T26, o Itaú manteve crescimento do lucro e expansão da carteira de crédito (Imagem: Shutterstock)
Com o balanço do 3T26, o Itaú manteve crescimento do lucro e expansão da carteira de crédito (Imagem: Shutterstock)
🚨 O Itaú Unibanco (ITUB4) registrou resultado recorrente gerencial de R$ 12,6 bilhões no terceiro trimestre de 2026. O valor representou crescimento de 6,2% em relação ao mesmo período do ano passado e avanço de 1,7% na comparação com o segundo trimestre. 
O balanço foi divulgado nesta terça-feira (3) e veio praticamente em linha com as expectativas do mercado.
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Apesar do crescimento do lucro, a rentabilidade do banco apresentou recuo na comparação trimestral. O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio anualizado, conhecido como ROE, ficou em 23,6%, queda de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, houve alta de 0,3 ponto percentual.
Nas operações brasileiras, o ROE alcançou 24,5%, também abaixo dos 25,7% registrados no segundo trimestre. Os indicadores mostram que, embora o banco tenha mantido rentabilidade elevada, a evolução do resultado não foi acompanhada por uma expansão do retorno sobre o patrimônio no mesmo ritmo.
O lucro recorrente gerencial ficou em R$ 12,617 bilhões, ante R$ 11,876 bilhões no terceiro trimestre de 2025. O resultado acumulado nos primeiros nove meses de 2026 chegou a R$ 37,3 bilhões, crescimento de 8,1% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

Carteira de crédito ultrapassa R$ 1,54 trilhão

A carteira de crédito ampliada do Itaú alcançou R$ 1,54 trilhão ao final de setembro, avanço de 1,4% em relação ao trimestre anterior e de 10,2% na comparação anual.
O crescimento foi impulsionado principalmente pelas operações no Brasil, cuja carteira avançou 2,4% no trimestre e 10,9% em 12 meses. 
Entre as modalidades destinadas a pessoas físicas, o crédito imobiliário cresceu 4,4% no período, enquanto o consignado avançou 3,5%. Nesta última categoria, o consignado privado teve expansão de 11,6%.
O banco também registrou crescimento de 4,2% na carteira de micro, pequenas e médias empresas em relação ao trimestre anterior. Já os empréstimos para grandes empresas avançaram 1%.
Na comparação consolidada, os números foram influenciados pela venda da operação de varejo na Colômbia, concluída em julho. Sem considerar essa carteira, o crescimento do crédito teria sido de 2,2% no trimestre e de 10,9% em um ano.

Inadimplência acima de 90 dias chega a 2%

A qualidade da carteira de crédito também esteve entre os pontos de atenção do balanço. O índice de inadimplência acima de 90 dias encerrou o terceiro trimestre em 2%, alta de 0,1 ponto percentual tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação anual.
Segundo o banco, o indicador permaneceu estável entre pessoas físicas no Brasil, mas houve aumento de 0,1 ponto percentual nas operações com micro, pequenas e médias empresas. A instituição relacionou esse movimento à normalização dos atrasos após o encerramento dos períodos de carência de programas governamentais.
Por outro lado, a inadimplência entre 15 e 90 dias recuou 0,1 ponto percentual na comparação trimestral, encerrando setembro em 1,7%.
O custo do crédito somou R$ 10,4 bilhões, crescimento de 2,7% em relação ao segundo trimestre e de 10,2% na comparação anual. Apesar da alta nominal, o indicador de custo do crédito sobre a carteira média permaneceu em 2,7%, mesmo patamar observado nos períodos anteriores.
As despesas com perdas esperadas chegaram a R$ 10,7 bilhões, aumento de 9,6% em relação ao terceiro trimestre de 2025. O avanço reflete, entre outros fatores, a expansão da carteira de empréstimos e a necessidade de constituir provisões para eventuais calotes.

Margem financeira cresce 7,8% em um ano

A margem financeira gerencial do Itaú totalizou R$ 34,6 bilhões no terceiro trimestre, alta de 7,8% em relação ao mesmo período de 2025.
A margem financeira com clientes, que reúne principalmente os resultados das operações de crédito, atingiu R$ 33,3 bilhões, crescimento anual de 6,6% e avanço trimestral de 2,2%.
Já a margem financeira com o mercado, relacionada às operações de tesouraria, alcançou R$ 1,3 bilhão. O resultado representou alta de 46,9% em relação ao terceiro trimestre do ano passado e de 42,3% na comparação com os três meses anteriores.
As receitas com prestação de serviços somaram R$ 11 bilhões, praticamente estáveis. Houve avanço de 0,2% frente ao trimestre anterior, mas leve retração de 0,1% em relação ao mesmo período de 2025.

Despesas operacionais avançam no trimestre

Do lado das despesas, os gastos não decorrentes de juros totalizaram R$ 17,1 bilhões, alta de 2,4% na comparação trimestral e de 1,7% em relação ao terceiro trimestre de 2025.
O banco atribuiu parte do aumento trimestral aos efeitos do acordo coletivo de trabalho, que estabeleceu reajuste salarial de 4,6% a partir de setembro, além de maiores despesas com ações trabalhistas.
O índice de eficiência consolidado encerrou o período em 37,5%, ante 37,4% no segundo trimestre e 38,8% um ano antes. O indicador mede a relação entre as despesas operacionais e as receitas do banco. Em geral, uma proporção menor representa maior eficiência na utilização dos recursos.
Em comunicado, o CEO Milton Maluhy Filho afirmou que a consistência dos resultados reflete a estratégia de longo prazo da instituição, baseada na disciplina de gestão, na concessão responsável de crédito e na qualidade da carteira. O executivo também destacou a continuidade dos investimentos em tecnologia e inteligência artificial.
📊 Com o balanço do terceiro trimestre, o Itaú manteve crescimento do lucro e expansão da carteira de crédito, mas apresentou recuo do ROE na comparação trimestral e uma leve piora na inadimplência acima de 90 dias. A evolução desses indicadores seguirá no radar dos investidores nos próximos resultados do banco.