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BRB (BSLI4) segue enfrentando dificuldades para reestruturar as suas contas após o envolvimento com o escândalo do
Banco Master.
🏦 Uma das medidas estudadas pelo banco nesse sentido era a transferência de R$ 15 bilhões de ativos recebidos do Master para a Quadra Capital, que criaria um fundo de investimentos com esses ativos.
A transação, no entanto, foi descartada nessa sexta-feira (17), devido a divergências em relação aos parâmetros econômicos e financeiros considerados adequados para a operação.
"O BRB verificou que não estavam reunidas as condições para o prosseguimento da operação nos termos originalmente contemplados, especialmente em razão da não conclusão das diligências necessárias e da evolução das discussões para alterações relevantes em relação ao escopo originalmente estabelecido", informou.
BRB vai buscar outros agentes do mercado
O BRB e a Quadra Capital haviam assinado um memorando de entendimentos para discutir a transação em abril deste ano.
💲 À época, o Banco de Brasília informou que o objetivo era "fortalecer sua estrutura de capital e sua liquidez, bem como aprimorar a gestão de seu portfólio, sendo a transação etapa relevante no processo de readequação da Companhia, com expectativa de efeitos positivos sobre a liquidez, a gestão de ativos e a racionalização patrimonial".
Diante disso, o BRB ressaltou nessa sexta-feira (17) que continuará tentando vender os R$ 15 bilhões de ativos recebidos do Banco Master e disse que essa decisão "reforça sua atuação prudente, seu compromisso com a geração de valor e a defesa dos interesses de seus acionistas, clientes e demais públicos de relacionamento".
"O encerramento do Memorando de Entendimentos não altera a estratégia da Companhia em relação aos ativos objeto da operação", destacou. E seguiu: "A Companhia permanece apta a avaliar alternativas e oportunidades com outros participantes de mercado, caso entenda conveniente e oportuno, observados seus critérios de governança, disciplina de capital e geração de valor aos seus acionistas".
Socorro do GDF
O BRB também aguarda um empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Governo do Distrito Federal para tentar cobrir o rombo deixado pelas transações indevidas realizadas junto ao Banco Master. Só depois disso é que o banco deve divulgar o balanço de 2025.
De acordo com as investigações da PF (Polícia Federal), o BRB teria injetado mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito falsas do Master e ainda tentou comprar a instituição de Daniel Vorcaro em 2025. Por isso, saiu desse esquema com um rombo bilionário.
O ex-presidente do BRB,
Paulo Henrique Costa, acabou preso pelo esquema e não conseguiu emplacar um acordo de delação premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República).
Apesar disso, o BRB garantiu nessa sexta-feira (17) que "segue sólido, com adequada posição de liquidez e plena capacidade operacional para executar sua estratégia de negócios".
"Clientes e mercado podem manter sua confiança na instituição, que permanece focada na sustentabilidade de longo prazo, na segurança de suas operações e na prestação de serviços com excelência", afirmou, em nota.