Bolsa Família turbinado pode beneficiar estas 3 ações; veja escolhas dos analistas

Aumento das transferências deve impulsionar o consumo, mas juros mais altos podem pressionar empresas endividadas.

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Publicado em 18/09/2026 às 08:09h Publicado em 18/09/2026 às 08:09h por Wesley Santana
Supermercados são os maiores beneficiados com mudança feita pelo governo (Imagem: Shutterstock)
Supermercados são os maiores beneficiados com mudança feita pelo governo (Imagem: Shutterstock)

Logo depois que o governo federal anunciou um reajuste de 15%, o mercado começou a se movimentar. Enquanto parte dos investidores vendia ações, os bancos e casas de análise saíram para fazer suas apostas de papéis que seriam beneficiados pela medida.

Apesar do custo fiscal, um relatório do JP Morgan pontua que as ações de supermercados saem ganhando. Além disso, as companhias do Norte e Nordeste são as preferidas, já que concentram a maior parte dos beneficiários do programa social.

Diante disso, os analistas destacaram três papéis para que os investidores fiquem de olho: Grupo Mateus (GMAT3), Pague Menos (PGMN3) e Assaí (ASAI3). No entanto, apenas essa última tem recomendação de compra pelo banco norte-americano.

"As regiões Norte e Nordeste teriam apresentado algumas das piores performances em termos de vendas nos últimos trimestres, parcialmente devido à queda, em termos anuais, nas transferências do Bolsa Família, que só agora se estabilizaram. Esse novo aumento nas transferências de renda, portanto, deve ajudar o consumo”, avalia o banco.

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Por outro lado, essas mesmas empresas poderiam sentir um impacto adicional, este negativo da nova mudança. Isso porque, com o aumento dos gastos, a taxa de juros deve ficar pressionada, o que pode encarecer ainda mais as dívidas dessas empresas, que são fortemente alavancadas.

De acordo com a decisão do governo, o piso do BF sobe para R$ 691 a partir de 19 de outubro. Atualmente, o programa paga R$ 600 por família, mas não passava por reajuste desde 2023.

Já o valor médio vai para R$ 777, ante os R$ 675 pagos até este mês. Nos cálculos do governo, o custo anual desta medida será de R$ 5,8 bilhões para 2026 e de R$ 22 bilhões para 2027.

As estatísticas do governo mostram que ao menos 19,3 milhões ao redor do Brasil estão cadastradas no programa. O reajuste passa a valer no intervalo entre o primeiro e segundo turno das eleições presidenciais.

"O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a medida não afetará o Orçamento, mas acho pouco provável. A medida deve exigir um crédito extraordinário para financiamento fora do arcabouço fiscal”, analisa José Márcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos, em entrevista à Folha de SP.