Azzas 2154 (AZZA3) nega possível divisão da empresa entre Birman e Jatahy; entenda

Birman e Jatahy afirmaram que não mantêm qualquer interação, negociação ou discussão sobre os temas citados, segundo a companhia.

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Publicado em 25/05/2026 às 21:33h Publicado em 25/05/2026 às 21:33h por Matheus Silva
O esclarecimento foi divulgado após questionamentos da CVM (Imagem: Divulgação)
O esclarecimento foi divulgado após questionamentos da CVM (Imagem: Divulgação)
🚨 A Azzas 2154 (AZZA3) afirmou nesta segunda-feira (25) não ter conhecimento sobre qualquer decisão tomada, proposta formal ou negociação em curso sobre uma eventual cisão da companhia ou segregação de ativos entre seus acionistas de referência, Alexandre Birman e Roberto Jatahy Gonçalves. 
O esclarecimento foi divulgado em comunicado ao mercado após questionamentos da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) sobre reportagem publicada pelo Valor Econômico em 21 de maio.
Por meio de seu diretor de relações com investidores, a Azzas consultou diretamente os acionistas signatários do acordo de acionistas sobre a existência de tratativas, estudos ou negociações envolvendo uma eventual cisão. 
Em resposta, Birman e Jatahy afirmaram que, neste momento, não mantêm "qualquer interação, negociação ou discussão" relacionada aos temas citados na reportagem, de acordo com a companhia.
A Azzas ressaltou, porém, que realiza regularmente análises preliminares e exploratórias sobre alternativas estratégicas para seus negócios, ativos e controladas, tanto no Brasil quanto no exterior, prática classificada como usual de mercado e conduzida com apoio de assessores externos especializados.

O que o Valor Econômico publicou

Segundo a reportagem do Valor Econômico, há na mesa a listagem de três empresas-espelho da Azzas. Pela proposta, a companhia seria dividida em dois blocos: Arezzo, Hering, Farm e Reserva ficariam sob o comando de Birman, enquanto Jatahy ficaria à frente das demais operações, incluindo ativos que já lidera, como a moda feminina. 
Uma terceira empresa poderia surgir com a listagem da Farm no exterior, com Birman definindo como avançar nessa possibilidade.
A negociação seria resultado de um conflito entre os sócios que já escalou por meio de liminares judiciais, procedimentos arbitrais, contratação de bancos locais para avaliar alternativas estratégicas e uma investigação da CVM sobre obrigações de divulgação.

JP Morgan diz que cisão seria "a forma mais limpa" de resolver

Para o JP Morgan, a operação pode ser o desfecho mais eficiente para o impasse societário. 
📊"No geral, a potencial cisão pode acabar sendo a forma mais limpa de resolver o desalinhamento entre os acionistas, especialmente em relação à direção estratégica da Farm, mas os impactos de curto prazo para as ações seguem mistos", avaliou o banco.