Aura Minerals (AURA33): queda recente abre espaço para valorização, aponta XP

Empresa vale mais de R$ 25 bilhões e continua recebendo recomendações positivas de bancos e corretoras.

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Publicado em 18/06/2026 às 17:55h Publicado em 18/06/2026 às 17:55h por Wesley Santana
Aura é uma das principais mineradoras de ouro do país (Imagem: Shutterstock)
Aura é uma das principais mineradoras de ouro do país (Imagem: Shutterstock)

No último mês, as ações da Aura Minerals (AURA33) voltaram a performar no campo de baixa. Segundo dados da B3, a companhia perdeu quase 15% em valor de mercado, passando a negociar seus BDRs abaixo dos R$ 100 em alguns momentos.

No entanto, esse recuo pode representar uma oportunidade para que os investidores apostem na mineradora. Os analistas da XP Investimentos ainda enxergam movimentos de crescimento, que podem beneficiar a carteira de quem apostar neste momento.

A corretora manteve recomendação de compra para os papéis e elevou o preço-alvo para os próximos meses. A expectativa saiu de R$ 112 para R$ 145, o que representa um upside de 35% em relação ao preço atual.

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“As ações caíram 25% desde o início do conflito e Aura está 40% abaixo das máximas recentes, o que vemos como um ponto de entrada”, escreveram os analistas. Segundo eles, há duas principais justificativas que sustentam a visão atual.

“Seguimos vendo upside para os preços do ouro, com a elevada alavancagem do equity da Aura ao ouro sugerindo melhora de momentum à medida que as tensões EUA-Irã desescalam; e o balanço confortável deve implicar espaço para novos M&As (geradores de valor), com nossas estimativas apontando para um potencial de firepower de até 3 a 4 vezes aquisições do tamanho de companhias de 100koz sem comprometer a alavancagem”, escreveram os analistas.

A Aura negocia suas ações na Nasdaq, onde os papéis são negociados no patamar de US$ 63,50. Neste caso, há uma valorização de 27% no acumulado do ano, que chega a 135% se comparados aos últimos 12 meses.

Hoje, a companhia tem valor de mercado superior a R$ 25 bilhões, o que faz com que supere nomes de peso, como a CSN e a Usiminas. O feito faz com que outros bancos de investimentos mantenham recomendações para os papéis, como é o caso do BTG Pactual.

“Primeiro, esperamos que a Aura seja incluída em índices relevantes no curto e médio prazo, particularmente o GDX, o que deve aumentar ainda mais a liquidez e a visibilidade”, disseram analistas da corretora no último relatório, no qual projetam US$ 110 para as ações norte-americanas. “Também vemos potencial adicional no desenvolvimento subterrâneo em Almas (ainda não totalmente precificado) e em novas atividades de M&A, que esperamos que continuem sendo uma importante via de crescimento.”