Ouro fica acima dos US$ 4 mil por onça, inflando ETFs e mineradoras

Investimentos com exposição ao metal precioso chegaram a se valorizar mais de 5% no pregão.

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Publicado em 21/07/2026 às 16:31h Publicado em 21/07/2026 às 16:31h por Lucas Simões
Ações da mineradora de ouro Aura Minerals também surfaram o rali (Imagem: Shutterstock)
Ações da mineradora de ouro Aura Minerals também surfaram o rali (Imagem: Shutterstock)
Após semanas consecutivas de perdas desde abril, a cotação do ouro voltou a subir forte nesta terça-feira (21) em meio ao contexto geopolítico conturbado no Oriente Médio e as apostas dos investidores globais sobre os próximos movimentos do Federal Reserve para com os juros americanos.
Dessa vez, os contratos futuros de ouro com vencimento em agosto se apreciaram +1,51% e fecharam cotados a US$ 4.076,40 por onça-troy (cerca de 31 gramas).
Enquanto especialistas avaliam se voltaremos a um rali mais encorpado ao metal precioso, que já ultrapassou com folga a barreira psicológica dos US$ 5 mil por onça troy em fevereiro, os investimentos mais expostos ao ouro aproveitaram o repique de curto prazo.
O ETF mais famoso do mundo quando o assunto é investir em ouro, o iShares Gold Trust (IAU), se valorizou +1,88% hoje, batendo cotação de US$ 76,77 cada.
Já o VanEck Junior Gold Miners ETF (GDXJ), produto que investe de uma só vez nas mineradoras júnior de ouro com maior potencial de valorização ao redor do mundo, engatou alta de +5,44%, valendo US$ 96,63 por cota. 
Mais acessíveis ainda aos investidores brasileiros, as ações da mineradora de ouro Aura Minerals (AURA33) deslanchavam quase +9% aqui na bolsa de valores brasileira, flertando a região dos R$ 92 cada. 
Segundo dados do Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em Aura Minerals (AURA33) há dois anos, hoje você teria R$ 5.715,80, já considerando o reinvestimento dos dividendos em dólar. A simulação também aponta que o Ibovespa teria retornado R$ 1.388,80 nas mesmas condições.