Empresa da B3 anuncia fusão para criar gigante de R$ 10 bilhões
Operação reúne 1,6 milhão de estudantes e ainda depende de aprovação dos acionistas e do Cade.
A notícia de que a Yduqs (YDUQ3) aceitou uma oferta de fusão com a Ayra (AYRA) agradou os investidores. No pregão de hoje, as ações da companhia sobem cerca de 0,5%, flertando com o patamar de R$ 11 na B3.
Com isso, a companhia acumula um valor de mercado de R$ 3 bilhões. No ano, porém, a baixa passa de 10%, ainda de acordo com dados da B3.
Além dos investidores, muitos dos principais bancos que operam no país também viram com otimismo o M&A do setor de educação. Durante a manhã, a XP já havia dado sua visão sobre o negócio, mas logo veio a palavra de seus concorrentes também.
O Itaú BBA, por exemplo, classificou o acordo como positivo do ponto de vista estratégico. Os analistas destacaram que ambas as empresas se complementam, já que têm enfoques em modelos distintos da educação superior.
Leia mais: Gigante sai da B3: Braskem (BRKM5) marca leilão da OPA para outubro
Essa foi também a opinião do JPMorgan, que manteve a recomendação de compra para os papéis. O preço-alvo do banco é de R$ 15 por ação, com a expectativa de que a nova gigante se torne um modelo premium de educação no país.
Há quem tenha uma visão ainda mais positiva sobre os benefícios que o negócio traz para os papéis da Yduqs. O Jefferies, por exemplo, reiterou o preço-alvo de R$ 20, o que representa uma valorização de 80% em relação ao valor atual.
Em teleconferência realizada na manhã de hoje, o CEO da Yduqs, Rossano Marques, afirmou que o acordo prevê o pagamento de dividendos aos acionistas. Segundo ele, caso a operação seja concluída, os investidores poderão receber R$ 750 milhões.
“Declaramos essa intenção de [dividendos de] 50% do lucro líquido a partir do fechamento da transação e os outros 50% ainda é bastante dinheiro”, disse o executivo.
"A teleconferência reforçou nossa visão positiva sobre a justificativa estratégica da transação”, pontuou a XP. “A maior geração de caixa da nova companhia preserva espaço para uma estratégia disciplinada de fusões e aquisições, em paralelo ao payout proposto de 50%".