Vale (VALE3) lucra US$ 1,25 bilhão no 3T26, tombo de 54%

A mineradora fica aquém das expectativas de analistas, que esperavam lucro de US$ 1,5 bilhão.

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Publicado em 29/10/2026 às 20:31h Publicado em 29/10/2026 às 20:31h por Lucas Simões
Queda dos preços do minério de ferro no 3T26 é a justificativa da VALE3 (Imagem: Shutterstock)
Queda dos preços do minério de ferro no 3T26 é a justificativa da VALE3 (Imagem: Shutterstock)
A Vale (VALE3) reportou lucro líquido de US$ 1,25 bilhão no terceiro trimestre de 2026 (3T26), queda de -54% na comparação anual. Fora que tal lucratividade sequer alcançou as expectativas do mercado, em que se projetava lucro na casa de US$ 1,5 bilhão.
A justificativa da mineradora para a torneira mais seca se deve à redução dos preços realizados de minério de ferro, os quais caíram -10% em base anual e trimestral, para faixa de US$ 85,10 por tonelada. Outro ponto citado foi a valorização do real brasileiro contra o dólar americano entre julho e setembro.
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Só os gastos operacionais da produção de minério de ferro até o porto subiram +12% na comparação anual, batendo em US$ 23,1 por tonelada, levando em conta valorização cambial do real e também o diesel mais caro pelo contexto de guerra no Oriente Médio. O indicador cheio teve saldo de US$ 60,4 por tonelada, refletindo também o encarecimento do transporte.
Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) proforma somou US$ 3,508 bilhões no 3T26, recuo de -20% ante igual período de 2025, só que ainda veio ligeiramente acima do esperado, de US$ 3,324 bilhões, em mediana de analistas compilada pela Bloomberg.
Em termos de fluxo de caixa livre recorrente, a mineradora angariou US$ 1,4 bilhão no 3T26, recuo de quase US$ 200 milhões ante o mesmo intervalo em 2025. Por sua vez, o fluxo de caixa livre total ficou em US$ 2,2 bilhões, cerca de US$ 800 milhões acima do indicador recorrente. 
Quanto ao endividamento líquido da Vale, o saldo encolheu no 3T26 ligeiramente em -1% na comparação, chegando a US$ 16,41 bilhões. O indicador inclui as provisões relacionadas aos rompimentos das barragens em Brumadinho e em Mariana, ocorridos na última década. 

Cobre e níquel

Apesar de o minério de ferro exportado pela Vale ser o carro-chefe da companhia, suas operações em cobre e níquel são relevantes nos resultados e trazem mais diversificação aos negócios.
Enquanto os preços realizados do cobre atingiram US$ 15.314 por tonelada no 3T26, salto de +56% na comparação anual; as cotações realizadas do níquel somaram US$ 16.898 por tonelada, alta de +9% na base anual.
Os custos gerais do cobre ficaram negativos em US$ 175 por tonelada no 3T26, beneficiados pelas fortes receitas com subprodutos da mineração.
Em contrapartida, os custos gerais do níquel se expandiram +18% na comparação anual, para US$ 14.552 por tonelada, dado o aumento das despesas com manutenções programadas.