Ibovespa entra no 4º dia de baixas e perde os 170 mil pontos

Enquanto isso, o dólar sobe mais de 1% e volta a encostar nos R$ 5,40.

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Publicado em 29/10/2026 às 12:48h Publicado em 29/10/2026 às 12:48h por Marina Barbosa
Bancos, Vale e Ambec pesam sobre o Ibovespa nesta 5ª (Imagem: Shutterstock)
Bancos, Vale e Ambec pesam sobre o Ibovespa nesta 5ª (Imagem: Shutterstock)
O Ibovespa entra no quarto dia consecutivo de perdas nesta quinta-feira (29), pressionado ainda pela ressaca eleitoral, mas também pelo cenário externo.
📉 Com isso, o principal índice da B3 vai perdendo o patamar dos 170 mil pontos, o que não acontecia desde meados de agosto, e caminha para fechar a semana com uma perda superior a 16%.
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O IBOV recuava 0,95%, aos 169.375 pontos, às 12h40. Já o dólar subia 0,90% e era negociado a R$ 5,38, tendo chegado perto dos R$ 5,40 na máxima do dia.
De acordo com analistas, o movimento ainda reflete as incertezas fiscais deflagradas pela reeleição de Lula (PT), além do clima de cautela que impera no mercado global diante do balanço da dona do Google e da postura do Fed (Federal Reserve).

Os dados que mexem com o mercado

Dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Tesouro Nacional mostram que as contas do governo melhoraram e registraram um superávit primário de R$ 4,8 bilhões em setembro.
O resultado, no entanto, foi puxado sobretudo por receitas extraordinárias e ainda aponta para um déficit de R$ 90,2 bilhões no acumulado do ano. Por isso, não reduziu o temor fiscal do mercado.
Os analistas aguardam sinais concretos sobre como o governo pretende conduzir a política fiscal, além do nome que deve comandar o Ministério da Fazenda a partir de 2027.
Também estão no radar os desdobramentos da decisão de Flávio Bolsonaro (PL) de deixar o país e publicar uma carta se autodeclarando "o verdadeiro presidente eleito" do Brasil. 
A carta foi recebida com cautela pelos aliados do senador, que saíram em defesa da integridade do sistema eleitoral brasileiro nesta quinta-feira (29). 
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump voltou a criticar as eleições brasileiras, mas disse que não pretende se envolver no assunto.
As bolsas americanas também enfrentam um dia de perdas, pressionadas pela decepção do mercado com os resultados da Alphabet (GOGL34). 
A dona do Google lucrou US$ 26,17 bilhões no terceiro trimestre de 2026, mas o resultado ficou abaixo do esperado pelos investidores e reacendeu o debate sobre o retorno financeiro da IA (Inteligência Artificial).
Além disso, o mercado avalia a decisão do Fed de manter as taxas de juros americanas inalteradas na quarta-feira (28) e não dar muitas pistas sobre o que esperar em dezembro.
O PCE, a métrica de inflação preferida do Fed, subiu 0,5% em setembro. Já o PIB dos Estados Unidos acelerou 3,4% no terceiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29). Com isso, o mercado mantém a aposta em uma alta dos juros americanos na próxima reunião do Fed, em dezembro.

Altas e baixas do IBOV

Os bancos pesam sobre o Ibovespa nesta quinta-feira (29), com destaque para a queda de quase 3% do Bradesco (BBDC4).
A Ambev (ABEV3) recua ainda mais, após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2026.
A Vale (VALE3), que divulga o balanço após o fechamento, também opera no vermelho, devido às baixas expectativas do mercado para os números.
O destaque positivo é da Embraer (EMBJ3), que sobe mais de 4% na B3 nesta quinta-feira (29).