A
Vale (VALE3) formou um consórcio internacional para avançar com a exploração do cinturão de níquel de Thompson, no Canadá.
A companhia brasileira é dona de ativos de mineração e exploração na área, por meio da subsidiária Vale Base Metals. Contudo, colocou os ativos em "revisão estratégica" há pouco mais de um ano para otimizar seu portfólio.
Acompanhe todas as notícias pelo celular!
Baixe o app
Após avaliar até a venda dos ativos, a Vale acabou decidindo formar um consórcio com outros três parceiros para acelerar a exploração de níquel na região e ainda manter uma participação, mesmo que minoritária, no negócio.
Os termos do acordo
🤝 O consórcio foi anunciado nesta quinta-feira (19) e envolve a mineradora canadense Exiro Minerals Corporation, a companhia de investimentos americana Orion Resources Partners e o fundo Canada Growth Fund, além da Vale Base Metals.
"Pelo acordo, as empresas formarão uma nova companhia na qual Exiro, Orion e CGF deterão 81,1%, enquanto a VBM manterá uma participação minoritária de 18,9%", informou a companhia brasileira.
Os novos parceiros da Vale também se comprometeram a investir até US$ 200 milhões "para garantir o futuro da mineração de níquel em Thompson".
Já a Vale Base Metals assinou um contrato de compra garantida para o concentrado de níquel produzido na usina de Thompson, de forma a "manter sua posição estratégica como a principal produtora de níquel do Canadá".
"A transação faz parte da revisão estratégica de Thompson, com o objetivo de fortalecer a competitividade do portfólio global de mineração da VBM e posicionar as operações para criação de valor no longo prazo", disse a Vale.
A conclusão do negócio ainda depende de aprovações regulatórias e governamentais. Por isso, é esperada para ocorrer até o final de 2026.
Vale de olho na transição energética
⚒️ O cinturão de Thompson é um depósito de níquel comprovado com 135 quilômetros de extensão. A Vale já mantém duas minas subterrâneas em operação e uma usina adjacente no local, mas vê oportunidades significativas de expansão das atividades no local.
O ativo, portanto, pode contribuir com o plano da empresa brasileira de ampliar a produção de minerais estratégicos para a transição energética, por meio da Vale Base Metals.
A companhia também vem reduzindo os custos de produção de níquel e pretende alcançar o ponto de equilíbrio financeiro neste segmento até o final deste ano. Ou seja, a meta é igualar os custos com os ganhos dessa operação para depois começar a gerar lucro.
"No níquel, nosso foco permanece firmemente em alcançar pelo menos uma posição de 'breakeven' de caixa até o final do ano, e estamos claramente no caminho certo para alcançar esse objetivo" afirmou o CFO da Vale, Marcelo Bacci, na apresentação dos
resultados do quarto trimestre de 2025.