Vale (VALE3) faz consórcio para avançar com a exploração de níquel no Canadá

A Vale vai atuar ao lado de três parceiros no cinturão de níquel de Thompson.

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Publicado em 19/02/2026 às 10:32h - Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h Publicado em 19/02/2026 às 10:32h Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h por Marina Barbosa
O níquel é um dos metais essenciais para a transição energética (Imagem: Shutterstock)
O níquel é um dos metais essenciais para a transição energética (Imagem: Shutterstock)
A Vale (VALE3) formou um consórcio internacional para avançar com a exploração do cinturão de níquel de Thompson, no Canadá.
A companhia brasileira é dona de ativos de mineração e exploração na área, por meio da subsidiária Vale Base Metals. Contudo, colocou os ativos em "revisão estratégica" há pouco mais de um ano para otimizar seu portfólio.
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Após avaliar até a venda dos ativos, a Vale acabou decidindo formar um consórcio com outros três parceiros para acelerar a exploração de níquel na região e ainda manter uma participação, mesmo que minoritária, no negócio.

Os termos do acordo

🤝 O consórcio foi anunciado nesta quinta-feira (19) e envolve a mineradora canadense Exiro Minerals Corporation, a companhia de investimentos americana Orion Resources Partners e o fundo Canada Growth Fund, além da Vale Base Metals.
"Pelo acordo, as empresas formarão uma nova companhia na qual Exiro, Orion e CGF deterão 81,1%, enquanto a VBM manterá uma participação minoritária de 18,9%", informou a companhia brasileira.
Os novos parceiros da Vale também se comprometeram a investir até US$ 200 milhões "para garantir o futuro da mineração de níquel em Thompson". 
Já a Vale Base Metals assinou um contrato de compra garantida para o concentrado de níquel produzido na usina de Thompson, de forma a "manter sua posição estratégica como a principal produtora de níquel do Canadá".
"A transação faz parte da revisão estratégica de Thompson, com o objetivo de fortalecer a competitividade do portfólio global de mineração da VBM e posicionar as operações para criação de valor no longo prazo", disse a Vale.
A conclusão do negócio ainda depende de aprovações regulatórias e governamentais. Por isso, é esperada para ocorrer até o final de 2026.

Vale de olho na transição energética

⚒️ O cinturão de Thompson é um depósito de níquel comprovado com 135 quilômetros de extensão. A Vale já mantém duas minas subterrâneas em operação e uma usina adjacente no local, mas vê oportunidades significativas de expansão das atividades no local.
O ativo, portanto, pode contribuir com o plano da empresa brasileira de ampliar a produção de minerais estratégicos para a transição energética, por meio da Vale Base Metals.
A Vale produziu 177,2 mil toneladas de níquel em 2025, um volume 10,8% superior ao de 2024. Porém, quer continuar escalando essa produção, podendo chegar às 200 mil toneladas já neste ano.
A companhia também vem reduzindo os custos de produção de níquel e pretende alcançar o ponto de equilíbrio financeiro neste segmento até o final deste ano. Ou seja, a meta é igualar os custos com os ganhos dessa operação para depois começar a gerar lucro.
"No níquel, nosso foco permanece firmemente em alcançar pelo menos uma posição de 'breakeven' de caixa até o final do ano, e estamos claramente no caminho certo para alcançar esse objetivo" afirmou o CFO da Vale, Marcelo Bacci, na apresentação dos resultados do quarto trimestre de 2025.