Bradesco (BBDC4) lucra R$ 7,1 bilhões, mas ações caem após balanço
Apesar do crescimento do lucro recorrente, analistas demonstram cautela com as receitas e a qualidade do crédito; banco também anuncia recompra de ações.
Dias depois de o Bradesco (BBDC4) divulgar seu balanço do terceiro trimestre, o Itaú BBA revisou suas projeções para o ativo. O banco de investimentos cortou o preço-alvo de R$ 22 para R$ 20, com horizonte para o fim de 2027.
Os analistas também mudaram o posicionamento de compra para neutro, seguindo um movimento feito por outros agentes do mercado. Segundo eles, a mudança de perspectiva ocorre em razão da alteração das projeções para o próximo ano, que indicam uma situação macroeconômica desafiadora.
A casa pontuou que a principal preocupação neste momento é a qualidade dos ativos e a pressão sobre o crédito. Mesmo com todas essas mudanças, o banco entende que o Bradesco negocia com múltiplos atrativos.
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Isto é, atualmente, as ações operam em cerca de 6,2 vezes o lucro projetado para 2027, mas os analistas ponderam: “o valuation é pouco exigente, mas a falta de gatilhos para uma melhora mais acelerada dos resultados nos leva a ficar de fora por ora”, escrevem.
No balanço divulgado na quinta passada, o Bradesco anotou um lucro líquido recorrente de R$ 7,1 bilhões, o que representa um avanço de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, chegou a 4,6% de inadimplência, número que chamou a atenção do mercado.
Na terça, o Citi também já havia revisto sua projeção para o Bradesco, conforme relatório divulgado ao mercado. Além de rebaixar a posição de compra para neutro, mudou a projeção para os papéis de R$ 21 para R$ 16.
No começo desta semana, as ações do Bradesco já haviam caído, em reação ao resultado do segundo turno das eleições presidenciais. Hoje, foram pressionadas ainda mais, com os investidores reagindo à revisão feita pelo BBA.
Por volta das 15h, os papéis caíam mais de 5% na B3. Nesse horário, cada ativo era negociado a R$ 14,85, ainda de acordo com a bolsa de valores.
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