O Federal Reserve (órgão americano equivalente ao nosso Banco Central) manteve a taxa básica de juros nos Estados Unidos na banda entre 3,75% e 4,00% ao ano, em decisão que não contrariou a precificação dos agentes de mercado nesta quarta-feira (28).
Por sua vez, dois membros votantes do Federal Reserve foram contrários à manutenção e queriam subir a taxa básica de juros em 25 pontos-base. Lisa Cook, membra do conselho e desafeto pessoal do presidente americano Donald Trump, além da presidente do Federal Reserve de Cleveland, Beth Hammack, representam ala mais hawisk, ou seja, linha dura no combate à inflação persistente.
Acompanhe todas as notícias pelo celular!
Baixe o app
Só que a informação que vale ouro, na verdade, são os indícios de aumento dos juros flutuantes na próxima decisão monetária em dezembro, a última do ano.
As apostas em dinheiro dos traders eram inferiores a 10% de que o banco central americano elevaria a taxa básica em outubro, depois da elevação de 25 pontos-base na decisão em setembro.
Na outra ponta, as apostas para a próxima decisão em dezembro já mostravam probabilidade de 85% de chance dos juros flutuantes subirem 25 pontos-base, conforme dados da ferramenta FedWatch.
Mesmo que as expectativas de inflação nos EUA estejam desancoradas, especialmente por conta da disparada dos
preços do petróleo diante das tensões geopolíticas no Oriente Médio e ataques contra refinarias entre russos e ucranianos, o chairman do Federal Reserve, Kevin Warsh, junto à maioria dos membros votantes, optou pela pausa no calibre dos juros flutuantes.
A partir das 15h30 (horário de Brasília), o chairman Kevin Warsh atenderá coletiva de imprensa, oportunidade em que mais pistas sobre a condução monetária poderão ser captadas pelos agentes de mercado e repercutir no humor das bolsa de valores ao redor do mundo.
[Em atualização]