Vale (VALE3) bate recorde em vendas de minério de ferro em 2026 superior a 2018

Mineradora brasileira apresenta dados de produção e vendas relativas ao primeiro trimestre do ano (1T26).

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Publicado em 16/04/2026 às 19:50h Publicado em 16/04/2026 às 19:50h por Lucas Simões
VALE3 também teve produção forte em cobre e níquel, as maiores desde 2017 e 2020 (Imagem: Shutterstock)
VALE3 também teve produção forte em cobre e níquel, as maiores desde 2017 e 2020 (Imagem: Shutterstock)
A Vale (VALE3) reportou uma produção de 69,7 milhões de toneladas de minério de ferro durante o primeiro trimestre do ano (1T26), alta de +3% na comparação. Já as vendas da commodity totalizaram 68,7 milhões de toneladas, o maior patamar desde o início de 2018.
No caso, o ganho produtivo em minério de ferro só foi possível graças aos recordes nas minas S11D e Brucutu, bem como o início produtivo (ramp-up) dos projetos Capanema e VGR1. Já a produção de pelotas de minério de ferro alcançou 8,2 milhões de toneladas no 1T26, aumentando +14% ante igual período de 2025, devido ao melhor desempenho das plantas de pelotização de Tubarão.
Sobre as vendas de minérios, a VALE3 ainda usou 5,5 milhões de toneladas de estoque durante o 1T26, o que reflete a venda de estoques em trânsito, em função do aumento da produção no segundo semestre de 2025.
O prêmio para o minério de ferro negociado pela mineradora ficou em US$ 6,20 por tonelada (ajustado pelo índice de preço 61% Fe). Assim, a companhia obteve incremento de US$ 2,60 por tonelada vendida sobre o prêmio visto no final de 2025.
"Trata-se da estratégia de portfólio de produtos, mix de produtos mais flexível e maiores prêmios de mercado para produtos de baixo teor de alumina. Como resultado, o preço médio realizado de finos de minério de ferro atingiu US$ 95,80 por tonelada, aumento de US$ 0,40 por tonelada ante o final de 2025", destaca o relatório publicado pela Vale nesta quinta-feira (16).

VALE3: cobre e níquel

O minério de ferro extraído pela Vale e amplamente exportado à China é o carro-chefe da companhia, mas a mineradora também registrou recordes relevantes em suas divisões de cobre e níquel neste início de 2026.
Só a produção de cobre totalizou 102,3 mil toneladas, alta de + 13% na comparação anual, impulsionada pela produção recorde nas minas de Salobo e Sossego, assim como o desempenho sólido das minas polimetálicas de Voisey’s Bay. É o melhor resultado desde o primeiro trimestre de 2017.
Quanto ao níquel, a Vale produziu 49,3 mil toneladas no 1T26, crescimento de +12% na comparação anual, ao contar com a operação do 2º forno de Onça Puma durante todo o trimestre. Foi o melhor desempenho desde 2020.
Em termos de vendas, a empresa negociou 91,2 mil toneladas de cobre pagável no 1T26, incremento de 9,3 mil toneladas na base anual, diante de recorde produtivo. O preço médio realizado ficou em US$ 13.143 por tonelada, cerca de US$ 2.140 por tonelada maior que no final de 2025.
As negociações de níquel somaram 44,8 mil toneladas no 1T26, avanço de 5,9 mil toneladas na base anual. As vendas foram menores que a produção no trimestre devido à formação de estoques para atendimento de vendas comprometidas durante as manutenções planejadas das refinarias no segundo trimestre do ano. O preço médio ficou em US$ 17.015 por tonelada, avanço de US$ 2 mil por tonelada.