🚨 A venda da unidade de cimento da
CSN (CSNA3) segue sem desfecho. A operação está travada por divergências entre o valor que a empresa considera aceitável e as propostas que chegaram às mãos dos assessores financeiros, segundo duas fontes familiarizadas com o processo que falaram à Reuters sob condição de anonimato.
A CSN confirmou ao mercado este mês que havia recebido propostas pela divisão, sem revelar os interessados. As favoritas seriam a chinesa Huaxin e um consórcio formado pela brasileira Votorantim e pela italiana Cementir, conforme havia reportado a Reuters anteriormente. As duas fontes confirmaram que esses grupos continuam na disputa.
O problema é o preço. As propostas iniciais chegaram a cerca de R$ 10 bilhões, aquém do que a CSN esperava receber pelo negócio. Segundo uma das fontes, a empresa reviu internamente sua expectativa e passou a trabalhar com um piso de ao menos R$ 12 bilhões, abaixo dos R$ 15 bilhões pedidos inicialmente.
A segunda fonte confirmou que o número original era R$ 15 bilhões, mas sinalizou que a CSN pode estar disposta a aceitar uma oferta inferior a esse valor sem, contudo, especificar um novo patamar.
O Morgan Stanley está assessorando a transação pelo lado da vendedora. Votorantim Cimentos e CSN não quiseram comentar. A Huaxin não respondeu aos pedidos de manifestação.
Se venda continuar travada, CSN pode buscar outra estratégia
A indefinição sobre o preço levanta uma questão mais ampla. Uma das fontes mencionou preocupações no mercado com a possibilidade de a CSN recorrer a estratégias alternativas para gerenciar sua dívida caso as ofertas sigam abaixo do esperado, o que atrasaria o plano de desinvestimento.
📊 Paralelamente à venda dos cimentos, a CSN também contratou o Bradesco BBI e o Citi para conduzir a venda de uma participação minoritária em suas operações de infraestrutura e logística.