As ações preferenciais classe A1 (
AXIA5) e B1 (
AXIA6) deixam oficialmente de existir na B3 nesta segunda-feira (8), marcando uma nova etapa na reorganização societária da ex-Eletrobras. A mudança envolve a migração dos papéis para novas classes de ações da companhia.
O que muda para o investidor?
A Axia passará a concentrar sua negociação em ações ordinárias sob o ticker
AXIA3, mantendo também as ações preferenciais classe C, negociadas como AXIA7. Segundo a companhia, esses papéis preferenciais poderão ser totalmente convertidos ou resgatados até 2031.
A empresa informou ainda que os investidores detentores das ações preferenciais classes A1 e B1 receberão 1,1 ação ordinária para cada papel atualmente em carteira. O mesmo critério será aplicado aos ADRs (American Depositary Receipts) vinculados às ações PNB1, que passarão a ser lastreados em ações ordinárias.
A Axia Energia destacou também que eventuais frações de ações geradas durante o processo de conversão serão reunidas e negociadas em leilão na bolsa. Posteriormente, o valor líquido arrecadado será distribuído proporcionalmente entre os acionistas que tiverem direito a essas frações.
A reorganização ocorre em meio a um trimestre de forte crescimento financeiro para a companhia. Entre janeiro e março, a Axia registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,7 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 80 milhões contabilizado no mesmo período do ano passado. O Ebitda regulatório ajustado atingiu R$ 8,6 bilhões no período, avanço de 60% na comparação anual.