🚨 Os preços do
petróleo dispararam nesta quinta-feira (23) e voltaram ao nível de US$ 100 o barril pela primeira vez desde 26 de maio, em meio à restrição do fluxo da commodity pelo Estreito de Ormuz e às incertezas sobre o tráfego no Estreito de Bab-el-Mandeb, controlado pelos houthis do Iêmen.
O contrato mais líquido do petróleo Brent para setembro fechou com ganho de 7,04%, a US$ 100,69 o barril, na ICE, em Londres. Já o WTI para agosto avançou 6,17%, a US$ 92,19 o barril, na Nymex, nos EUA.
O movimento coloca os contratos futuros do Brent a caminho de um ganho mensal de 35,3%, o terceiro maior salto mensal nos últimos dez anos. O WTI também segue para a terceira maior alta mensal em uma década, com avanço de cerca de 30% no período.
A commodity avançou em razão dos temores de que as interrupções no abastecimento de energia possam se agravar no Oriente Médio, após novos ataques entre EUA e Irã e à ameaça de bloqueio naval à Arábia Saudita por parte dos houthis do Iêmen, aliados a Teerã.
Pela manhã, o presidente Donald Trump prometeu "forte retaliação militar" contra o Irã e seus aliados do Iêmen, após ataques dos houthis a dois petroleiros sauditas como parte de um bloqueio naval à Arábia Saudita. O grupo controla a costa do Mar Vermelho no Iêmen.
Além disso, a Guarda Revolucionária do Irã informou que um de três petroleiros pegou fogo após uma explosão enquanto tentava atravessar o que descreveu como uma rota minada ao sul do Estreito de Ormuz, e que os outros dois retornaram.
A força militar iraniana afirmou ainda que o Estreito de Ormuz estava sob seu controle e "completamente fechado", alertando que nenhum petroleiro teria permissão para entrar ou sair sem coordenação com o Irã.
Goldman Sachs vê Brent a US$ 120 no 4T26
A equipe de commodities do Goldman Sachs destacou que a curva futura do Brent está modestamente acima das projeções do banco, de US$ 80 o barril no quarto trimestre de 2026. As estimativas incorporam uma potencial desescalada do conflito entre setembro e dezembro deste ano.
Por outro lado, os analistas afirmam que os riscos para os preços estão inclinados para cima, especialmente no curto prazo. Caso as interrupções em Ormuz persistam ao longo do próximo ano, o banco estima que o Brent possa superar US$ 120 por barril no 4T26 e registrar uma média de US$ 100 em 2027.
Petrobras, PRIO e PetroRecôncavo fecham em alta
As ações das petroleiras brasileiras encerraram a sessão em alta, acompanhando a forte valorização do petróleo no mercado internacional.
A
Petrobras (PETR4) registrou a alta mais expressiva, com a PETR3 subindo 1,67%, a R$ 48,70, enquanto a PETR4 avançou 0,87%, a R$ 42,95. A
PRIO (PRIO3) fechou com alta de 1,29%, a R$ 60,54.