Parece que finalmente os efeitos do ciclo de cortes da
taxa da Selic começaram a surtir efeito real nos títulos públicos presentes no
Tesouro Direto, dado que as taxas da
renda fixa do governo brasileiro nesta sexta-feira (10) já operavam nas mínimas que não eram vistas desde dezembro de 2024.
O
Investidor10 acompanhou na plataforma do governo que o rendimento do
Tesouro Renda+ 2065, um título de longuíssimo prazo e escolhido como o favorito para buscar lucros com marcação a mercado, bateu a marca de
IPCA+ 6,71% ao ano nesta data.
Antes, a menor remuneração para o
Tesouro Renda+ 2065 era de
IPCA+ 6,67% ao ano, registrada em meados de dezembro de 2024, ou seja, há quase um ano e meio.
Quem já domina o racional de investir no Tesouro Direto, sabe que carregar o título público até o seu vencimento não é a única forma de receber o poder dos juros compostos, visto que quando as taxas caem com consistência, o preço unitário do título público se valoriza sob efeito da marcação a mercado.
Depois do cessar-fogo firmado entre Estados Unidos e Irã, os juros futuros aqui no Brasil cederam bastante, com o mercado voltando a atribuir credibilidade ao ciclo de cortes da
taxa Selic. O próprio Banco Central mantém convicção na potência da política monetária e na convergência da inflação no horizonte relevante.
Quer um exemplo prático de como é possível tirar vantagem do sobe e desce das taxas no Tesouro Direto? Bom, vamos pegar justamente a trajetória do
Tesouro Renda+ 2065, que em janeiro de 2025, bateu a remuneração máxima de
IPCA+ 7,51% ao ano.
Se você tivesse investido naquele momento no
Tesouro Renda+ 2065, quando o preço unitário era de R$ 130,50, atualmente cada título tem preço unitário de R$ 215,49. Ou seja, houve
lucro de +65,13% na marcação a mercado no decorrer de apenas 15 meses.