Suzano (SUZB4) elevará preços de celulose pela 3ª vez em março

O preço da commodity para clientes na Ásia terá um aumento de US$ 20.

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Publicado em 22/02/2025 às 10:06h - Atualizado em 11/09/2025 às 16:03h Publicado em 22/02/2025 às 10:06h Atualizado em 11/09/2025 às 16:03h por Elanny Vlaxio
A empresa teve um prejuízo de R$ 6,737 bilhões no 4T24  (Imagem: Shutterstock)
A empresa teve um prejuízo de R$ 6,737 bilhões no 4T24 (Imagem: Shutterstock)

💸 A Suzano (SUZB3) comunicou a seus clientes que haverá uma nova rodada de aumentos nos preços da celulose a partir de março. Essa ação representa a 3ª elevação consecutiva nos preços da celulose promovida pela empresa no decorrer deste ano.

O preço da commodity para clientes na Ásia terá um aumento de US$ 20, enquanto na Europa e na América do Norte o reajuste será de US$ 60 em cada região. O Bradesco BBI avaliou que essa alta confirma as expectativas de um cenário favorável para os preços da celulose em 2025.

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“No geral, mantemos nossa visão positiva sobre os preços da celulose e reiteramos nossa classificação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra, sendo melhor escolha) para a Suzano, cujas ações estão sendo negociadas a um atraente rendimento de 14% de fluxo de caixa esperado para 2025″, avaliou o banco.

Relembre os números do último trimestre

🤑 No 4º trimestre de 2024, a empresa registrou o prejuízo líquido de R$ 6,737 bilhões, revertendo o lucro de R$ 4,515 bilhões no mesmo período de 2023. Já o lucro antes de juros e impostos ajustado foi de R$ 6,481 bilhões, sendo uma alta de 44% em comparação com o ano anterior.

A empresa explicou que a diferença entre o prejuízo atual e o lucro do ano anterior é resultado da variação negativa no resultado financeiro, provocada pela desvalorização cambial que impactou a dívida e as operações com derivativos.

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💸 Esse efeito reverte a valorização cambial observada no quarto trimestre de 2023. Adicionalmente, o aumento do Custo do Produto Vendido e das despesas comerciais, gerais e administrativas também influenciou o resultado da empresa.

“Os fatores mencionados foram parcialmente compensados pelo montante positivo do IR/CSLL diferido (em oposição ao valor negativo do quarto trimestre de 2024, quando do resultado positivo de variação cambial sobre dívida e marcação a mercado dos derivativos) e pela elevação na receita líquida”, complementou a companhia.