Com retorno de 11,63%, este é o investimento campeão de 2026

O índice acumula alta de 11,63% entre janeiro e outubro.

Author
Publicado em 31/10/2026 às 09:50h Publicado em 31/10/2026 às 09:50h por Elanny Vlaxio
O IMA Geral ocupa o segundo lugar, com rentabilidade de 12,73% (Imagem: Shutterstock)
O IMA Geral ocupa o segundo lugar, com rentabilidade de 12,73% (Imagem: Shutterstock)
O CDI é o investimento mais rentável de 2026 entre os 13 indicadores acompanhados pela Elos Ayta. O índice acumula alta de 11,63% entre janeiro e outubro e também lidera o ranking dos últimos 12 meses, com retorno de 14,19%.
Já em outubro, o dólar Ptax ficou na primeira posição, enquanto a Bolsa brasileira registrou perdas expressivas, especialmente na última semana do mês. O desempenho do CDI está relacionado ao cenário de juros elevados, que favorece aplicações atreladas às taxas de curto prazo.
Acompanhe todas as notícias pelo celular! Baixe o app
No acumulado do ano, o BDRX — índice que acompanha uma carteira de BDRs de empresas estrangeiras negociados na B3 — aparece na segunda colocação, com valorização de 10,58%. O IMA Geral, indicador de títulos públicos federais, vem logo depois, com avanço de 10,27%.
Na análise dos últimos 12 meses, o CDI também mantém a liderança. O IMA Geral ocupa o segundo lugar, com rentabilidade de 12,73%, seguido pelo Ibovespa, que registra alta de 12,29%.

Os investimentos com melhor desempenho no acumulado de 2026 são:

  • CDI: alta de 11,63%;
  • BDRX: valorização de 10,58%;
  • IMA Geral: avanço de 10,27%.

Já no período de 12 meses, o ranking é formado por:

Dólar Ptax lidera os investimentos em outubro

Embora o CDI esteja à frente no acumulado do ano, o dólar Ptax foi o investimento com maior valorização em outubro, com alta de 4,64%. O euro Ptax também teve desempenho positivo, avançando 2,97%.
Outros indicadores encerraram o mês no campo positivo. O CDI apresentou retorno de 1,02%, o BDRX subiu 0,93% e a poupança rendeu 0,67%. O IMA Geral também terminou outubro em alta, de 0,14%.

Confira os investimentos que tiveram ganhos em outubro:

O resultado das moedas estrangeiras foi na contramão da renda variável brasileira, que passou por um mês de forte volatilidade após as eleições presidenciais.
Entre os indicadores que fecharam outubro em queda, o Small Caps (SMLL) liderou as perdas, com desvalorização de 17,45%. O Ibovespa recuou 9,88%, enquanto o IDIV — índice de ações de empresas com destaque na remuneração aos acionistas — caiu 9,87%.
Outros ativos também registraram resultados negativos: o ouro perdeu 7,20%, o bitcoin recuou 3,49% e o IFIX, indicador dos fundos imobiliários, encerrou o mês com baixa de 2,89%.

Veja as maiores perdas de outubro:

No acumulado de 2026, o Small Caps também apresenta o pior resultado entre os indicadores analisados, com queda de 18,78%. O bitcoin aparece na sequência, com perda de 13,40%, seguido pelo ouro, que recua 11,42%.

Ibovespa registra quinta maior queda semanal

A última semana de outubro teve peso decisivo no desempenho dos índices acionários brasileiros. O Ibovespa recuou 18,12% no período, registrando a quinta maior queda semanal desde o início do Plano Real, em julho de 1994, segundo o levantamento da Elos Ayta.
Com duas casas decimais, a desvalorização igualou a observada na semana dos atentados terroristas de setembro de 2001. O resultado também ficou próximo das perdas registradas durante a crise financeira de 2008 e a pandemia de 2020.
Diferentemente desses episódios, que tiveram origem em acontecimentos internacionais, a queda de outubro de 2026 foi impulsionada principalmente pela reação do mercado ao resultado do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras.

Small Caps tem maior queda semanal de sua série histórica

Entre as empresas de menor capitalização, o impacto foi ainda mais intenso. O índice Small Caps despencou 32,79% na semana encerrada em 30 de outubro, marcando a maior desvalorização semanal de toda a sua série histórica.
O tombo superou em 9,38 pontos percentuais o recorde negativo anterior, de 23,41%, registrado durante a crise financeira de outubro de 2008.
O levantamento da Elos Ayta mostra que a mudança nas expectativas políticas e econômicas afetou de forma desigual os diferentes segmentos do mercado. As ações de empresas menores concentraram perdas mais acentuadas, já que esse grupo costuma ser mais sensível às condições de crédito, às perspectivas para os juros e às oscilações de liquidez.