Taxas do Tesouro Direto batem recorde altista desde a vitória de Lula 4

Só os juros compostos oferecidos pelo Tesouro Renda+ 2065 beiravam IPCA+ 7,30% ao ano.

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Publicado em 29/10/2026 às 15:28h - Atualizado em 29/10/2026 às 18:34h Publicado em 29/10/2026 às 15:28h Atualizado em 29/10/2026 às 18:34h por Lucas Simões
Até os prefixados se aproximavam do pico em 15,50% ao ano (Imagem: Ricardo Stuckert/PR)
Até os prefixados se aproximavam do pico em 15,50% ao ano (Imagem: Ricardo Stuckert/PR)
As taxas praticadas no Tesouro Direto nesta quinta-feira (29) renovavam recordes desde a vitória do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno das Eleições 2026, sobretudo quando olhamos para os títulos públicos de longuíssimo prazo.
Só os juros compostos oferecidos pelo Tesouro Renda+ 2065 alcançavam IPCA+ 7,28% ao ano nesta data, superando o patamar de IPCA+ 7,17% ao ano registrado no último dia 26 de outubro, o day after do rescaldo eleitoral, marcado por intensa reprecificação dos investimentos brasileiros diante da disparada dos juros futuros longos de 12% ao ano para 15% ao ano.
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Outro exemplo de título público longo que também bateu rendimentos recordes é o Tesouro IPCA+ 2050. Logo após os resultados das urnas eletrônicas, suas taxas tocaram em IPCA+ 7,03% ao ano, mas agora se acomodavam em IPCA+ 7,23% ao ano. 
Vale recordar que, quando o então candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL/Rio de Janeiro) era o favorito do mercado financeiro a vencer as Eleições 2026, as taxas dos títulos públicos longos giravam em torno de IPCA+ 6,40% ao ano. Tamanha disparada dos juros futuros implicou em prejuízos de quase -40% na marcação a mercado.
Entre os prefixados disponíveis no Tesouro Direto, as taxas ainda não superaram o recorde visto com a confirmação do governo Lula 4, mas seguem em patamares bem próximos. No fechamento do último dia 26 de outubro, o Tesouro Prefixado 2032 oferecia 15,50% ao ano. Atualmente, o mesmo título de renda fixa paga 15,40% ao ano.
Com tanta volatilidade no Tesouro Direto, os analistas da XP adotam preferência pelos investimentos pós-fixados, como o Tesouro Selic 2031, que ainda conserva rendimentos próximos de 1% ao mês e não sofre com eventuais prejuízos na marcação a mercado em cenário de subida das taxas, o qual se consolidou dada a menor probabilidade de ajuste fiscal que ataque a trajetória de crescimento da dívida pública brasileira.

Veja o retorno dos títulos do Tesouro Direto em 29 de outubro de 2026

Títulos com liquidez diária

  • Tesouro Selic 2031 = Aporte mínimo de R$ 200,94 (Rentabilidade: Selic + 0,1044% ao ano)

Títulos pré-fixados

Títulos indexados à inflação

Títulos para aposentadoria extra

Títulos para custear estudos