O banco não faz segredo por sua atração recente às
debêntures incentivadas emitidas pela Prio Forte S.A., subsidiária da
Prio (PRIO3). Tais títulos de dívida, sob o código de negociação
PEJA23 e vencimento no dia 15 de abril de 2034, apresentavam taxa indicativa atual de
IPCA+ 8,05% ao ano, remuneração equivalente a se o
Tesouro Direto pagasse quase
IPCA+ 9,50% ao ano.
Acompanhe todas as notícias pelo celular!
Baixe o app
Como o investimento em
debêntures incentivadas é isento de imposto de renda, mesmo com uma taxa de remuneração aparentemente menor, a sua rentabilidade equivalente (gross-up) supera geralmente os rendimentos oferecidos pelo
Tesouro Direto, dado que o risco de calote no crédito privado é substancialmente elevado e sem a proteção do
FGC (Fundo Garantidor de Crédito).
Embora não seja indicado para todos os tipos de investidores, o BTG Pactual justifica sua recomendação pelas
debêntures incentivadas da Prio Forte S.A., não só pelo elevado patamar de
juros compostos, como também pelo histórico de baixo endividamento da petroleira e sua relevante capacidade produtiva.
"Em 2019, a
PRIO3 só produzia 24 mil barris de petróleo por dia. Agora, a cifra supera a barreira dos 200 mil barris diários. Com os campos exploratórios de Wahoo em operação e os de Peregrino consolidados, vemos sustento a uma forte geração de caixa e maior resiliência frente às oscilações do preço do
petróleo", comentam os analistas Frederico Khouri e Matheus Oliveira, em relatório.
Mediante tais títulos de dívida, a Prio Forte S.A. pegou emprestado R$ 780 milhões de investidores de renda fixa em abril de 2024. Naquela época, a remuneração das debêntures incentivadas era de
IPCA+ 6,51% ao ano (taxa equivalente a se o
Tesouro Direto pagasse
IPCA+ 7,66% ao ano). Seu calendário de eventos prevê distribuições de juros semestrais em abril e em outubro, tendo pago no último dia 15 cerca de R$ 35,89 por cada debênture incentivada.
Atualmente, o saldo em caixa da
PRIO3 é de R$ 283 milhões, sendo que precisará arcar com saldo devedor de R$ 158 milhões até o final de 2026. No próximo ano, as dívidas somam R$ 340 milhões e, a partir de 2030, o montante de débitos supera R$ 1 bilhão. Contudo, a empresa obteve rating AAA (a melhor nota de crédito possível) conferida pela agência de classificação de risco S&P.