Renda fixa em alta: Tesouro, IPCA e crédito privado são aposta da XP para 2025

A corretora destaca que, em um ambiente de juros elevados, investidores podem alcançar bons retornos ajustados ao risco.

Author
Publicado em 11/07/2025 às 17:36h - Atualizado em 11/09/2025 às 16:04h Publicado em 11/07/2025 às 17:36h Atualizado em 11/09/2025 às 16:04h por Matheus Silva
Já os títulos prefixados continuam com avaliação neutra pela corretora (Imagem: Shutterstock)
Já os títulos prefixados continuam com avaliação neutra pela corretora (Imagem: Shutterstock)

🚨 Apesar do cenário de incertezas fiscais e recentes mudanças regulatórias, a XP Investimentos (XPBR31) reforça sua convicção: 2025 ainda é o ano da renda fixa.

Em relatório divulgado nesta semana com as perspectivas para o segundo semestre, a corretora destaca que, em um ambiente de juros elevados, investidores podem alcançar bons retornos ajustados ao risco, desde que adotem uma estratégia diversificada.

Acompanhe todas as notícias pelo celular! Baixe o app

Segundo Camilla Dolle, chefe de renda fixa da XP, o cenário atual ainda oferece ótimas oportunidades, especialmente para quem busca conservação de capital no curto prazo ou quer incrementar o rendimento da carteira com papéis mais sofisticados.

Tesouro Direto e pós-fixados para perfil conservador

Para quem tem perfil mais cauteloso, a XP recomenda foco em títulos públicos pós-fixados, principalmente via Tesouro Selic, como forma de preservar liquidez e aproveitar os juros altos.

“Entendemos ser uma boa opção de alocação para objetivos de curto prazo”, diz Dolle no relatório.

Crédito privado com atenção à qualidade dos emissores

Já para os investidores que toleram mais risco, o crédito privado bancário e corporativo permanece atrativo — mas a corretora enfatiza a importância da seletividade.

A XP vê espaço para bons retornos em papéis de setores menos cíclicos e de empresas com bons indicadores financeiros, como baixa alavancagem e boa governança.

➡️ Leia mais:Banco do Brasil (BBAS3): Investidores apostam mais de R$ 5 bi na queda da ação

Títulos atrelados à inflação também são destaque

Os papéis indexados ao IPCA continuam no radar da XP como proteção contra a inflação persistente e incertezas fiscais.

Os vencimentos intermediários (com duration por volta de cinco anos) são os preferidos, por apresentarem menos volatilidade do que os de prazos mais longos.

Mesmo com o estreitamento dos prêmios de crédito, a corretora acredita que ainda há oportunidades em ativos incentivados, como debêntures isentas de IR.

Os títulos prefixados continuam com avaliação neutra pela corretora. A recente queda das taxas e a percepção de risco mais elevada no país justificam uma abordagem mais cautelosa, embora oportunidades pontuais possam surgir em vencimentos mais curtos.

Renda fixa internacional e diversificação

A XP também recomenda que parte da carteira seja alocada em renda fixa internacional, com exposição ao dólar.

A indicação é destinar pelo menos 15% da carteira a ativos dolarizados, como forma de preservar poder de compra no exterior e reduzir a concentração em riscos locais.

📊 “Com o tempo, diferentes indexadores se comportam de forma distinta, e combinar essas estratégias ajuda a melhorar o desempenho da carteira no longo prazo”, afirma Dolle.