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Raízen (RAIZ55) aprovou nesta sexta-feira (6) um aumento de capital que poderá bater em R$ 39,8 bilhões, uma das principais etapas de seu plano de recuperação extrajudicial. Só um de seus acionistas controladores, a
Shell (SHEL), deve apontar R$ 3,5 bilhões.
Mesmo em menor proporção, a Aguassanta, empresa ligada à holding
Cosan (CSAN3), também controladora da Raízen, poderá entrar com mais R$ 500 milhões, caso decida participar.
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O mais relevante nesse plano de colocar a casa em ordem é que os credores da produtora de açúcar e etanol
poderão converter seus títulos de renda fixa em ações, ou seja, trocando as promessas de juros compostos pelo dinheiro emprestado em participação societária no negócio reestruturado.
Importante explicar que o dinheiro que chegar ao caixa da companhia mediante o aumento de capital tem como destino reforçar o capital de giro e diminuir o endividamento.
Por exemplo, se a empresa controlada pela Cosan participar do aumento de capital da Raízen, prevê-se até R$ 5 bilhões para capital de giro. A partir daí, 70% dos recursos adicionais irão para pagamento ou amortização de dívidas e 30% permanecerão no caixa da Raízen.
Entretanto, um aumento de capital tão relevante deve provocar uma diluição de até 94% do patrimônio dos atuais acionistas da Raízen, que também terão direito de preferência nas novas ações, cujo valor unitário é de R$ 0,25.
Por sua vez, o período para exercício do direito de preferência dos acionistas vai de 9 de novembro a 8 de dezembro de 2026. No detalhe, a Raízen também ofertará units com preço unitário de R$ 0,50, reunindo uma ação ordinária e uma preferencial.