Raízen (RAIZ4) fecha acordo de R$ 22,4 bilhões nas vésperas da assembleia

A Raízen e suas controladas fecharam uma transação de R$ 22,4 bilhões com PGFN e Receita Federal.

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Publicado em 28/10/2026 às 20:25h Publicado em 28/10/2026 às 20:25h por Matheus Silva
Dos R$ 22,4 bi, R$ 5,7 bi são de responsabilidade dos controladores (Imagem: Shutterstock)
Dos R$ 22,4 bi, R$ 5,7 bi são de responsabilidade dos controladores (Imagem: Shutterstock)
🏛️ A Raízen (RAIZ4) e outras empresas de seu grupo econômico fecharam uma transação tributária com a PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) e a Receita Federal, envolvendo débitos de R$ 22,4 bilhões. O acordo foi anunciado nesta quarta-feira (28), em fato relevante.
Do total, R$ 16,7 bi são da Raízen e R$ 5,7 bi dos controladores.
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O valor foi dividido de acordo com a responsabilidade econômica final de cada parte. Do montante total, R$ 16,7 bilhões correspondem a débitos da própria Raízen. Os outros R$ 5,7 bilhões são de responsabilidade econômica de seus acionistas controladores.

Descontos de R$ 8,5 bi reduzem saldo a R$ 8,2 bi

Para a parcela atribuída à companhia, foram concedidos descontos de R$ 8,5 bilhões sobre multas e juros. Com isso, o saldo a ser liquidado cai para R$ 8,2 bilhões, menos da metade da dívida tributária original da empresa.
A quitação será feita por duas vias. A primeira é a utilização de R$ 5,7 bilhões em prejuízos fiscais, valores acumulados pela empresa que podem ser abatidos de débitos com o Fisco. A segunda é o pagamento à vista de R$ 2,5 bilhões em caixa.

Acordo é condição precedente da reestruturação

Segundo a Raízen, a transação tributária representa uma etapa relevante para a implementação de seu plano de recuperação extrajudicial, já que o acordo constitui uma das condições precedentes à reestruturação financeira.
A notícia chega em um momento de intensa movimentação em torno da companhia. A Raízen tem assembleia geral extraordinária e assembleia especial de preferencialistas marcadas para 30 de outubro, para votar o aumento de capital que pode chegar a R$ 39,8 bilhões. 
📈 Nos últimos dias, a gestora SPX elevou sua participação para 5,25% das ações preferenciais, e a CVM aprovou a conversão do registro da subsidiária Raízen Energia para a categoria A, que permite ofertas públicas.