Da mesma forma que os
FIIs distribuem proventos aos cotistas, os
REITs (Real Estate Investment Trusts) pagam
dividendos em dólar com frequência aos investidores, inclusive com remessas mensais. Lá na terra do Tio Sam, o mercado imobiliário é muito maior, porém, ainda não se recuperou como os primos brasileiros.
Prova disso é o desempenho do
Vanguard Real Estate Index Fund ETF (VNQ), investimento que serve de termômetro sobre o mercado imobiliário dos EUA. O
ETF VNQ fez sua máxima na região dos US$ 116 por cota no final de 2021. Atualmente, suas cotas valem cerca de US$ 95 cada, ou seja, um desconto de quase -20%.
Outro exemplo ainda mais palpável aos investidores brasileiros é a trajetória do
Realty Income (O), um dos poucos REITs que pagam
dividendos mensais em dólar. Desde o final de 2021 até o último dia 24 de abril de 2026, sua rentabilidade foi -11%, sem considerar o reinvestimento dos proventos.
Entre os principais fatores que explicam a disparidade entre FIIs no Brasil e
REITs nos EUA está o fato de os primos americanos dos nossos fundos imobiliários serem classificados como empresas, o que lhes permite crescer mais rapidamente via emissão de dívida. Logo, quando os juros americanos estão elevados, como agora, os REITs sofrem bem mais que os
FIIs brasileiros.
Historicamente, pesa a favor do
Ifix um desempenho positivo nos 12 meses subsequentes ao fim de um período de elevações da taxa Selic, cujos ganhos médios giram em torno de +23%.
Por sua vez, com os conflitos no Oriente Médio culminando na disparada do
petróleo no mundo e o risco de estaginflação, dificultou-se um corte mais veloz dos juros americanos. Tal evento reduziria as despesas financeiras dos
REITs.