O mundo aguardava neste sábado (25) que representantes dos Estados Unidos e do Irã negociassem,
ainda que indiretamente, com o auxílio do Paquistão, o desenho de um acordo de paz definitivo para o fim dos atuais conflitos armados no Oriente Médio e a plena circulação de mercadorias no
Estreito de Ormuz.
Todavia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve de cancelar nesta data o envio de representantes da Casa Branca para negociações presenciais em Islamabad, a capital do Paquistão, incluindo a figura de Jared Kushner, seu próprio genro.
"Muito tempo perdido na viagem, tanto trabalho. Fora que há uma baita briga interna e confusão com a liderança deles [o governo iraniano]", escreveu Trump em postagem oficial na rede social Truth Social no início da tarde.
Dessa vez, as lideranças do regime dos aiatolás não quiseram dialogar com os diplomatas americanos, com as próprias autoridades do Paquistão, país que media o conflito, confirmando que os iranianos já deixaram a mesa de negociações em Islamabad.
Apesar do descontentamento, Trump sinalizou que o canal de comunicação com o Irã segue aberto e que "se eles [os iranianos] quiserem conversar, tudo que eles precisam fazer é nos ligar", completou o presidente republicano.
Em postagem oficial no X (antigo Twitter), ainda na última sexta-feira (24), o funcionário iraniano de alto escalão mencionou que "nenhum encontro direto estava planejado entre Irã e Estados Unidos".