Como pano de fundo, a operadora de hospitais particulares e planos de saúde recebeu uma decisão contrária da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), que suspendeu preventivamente reajustes e cancelamentos de contratos anunciados recentemente pela Hapvida.
Segundo Wadih Damous, o presidente do órgão regulador, tais medidas cautelares de ofício impedem que a Hapvida implemente reajustes tarifários sobre seus clientes, bem como reincida contratos vigiantes.
Enquanto a Hapvida identificou o contingente de quase 1 milhão de clientes em critérios possivelmente mais inadimplentes, a ANS se antecipou para assegurar o cumprimento das normas regulatórias e a proteção dos beneficiários diante da dimensão da medida anunciada pela empresa.
“Em vista do grande número de contratos e de vidas envolvidas, essa medida tem uma aparência muito forte de seleção de risco, o que é proibido e que será apurado pela ANS. Assinamos uma medida cautelar para frear qualquer medida de rescisão ou reajuste até que os esclarecimentos sejam prestados”, afirmou Damous no comunicado.