O presidente
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tratou como "inesperado" o resultado das urnas neste domingo (4), mas prometeu reforçar a campanha durante o segundo turno da eleição de 2026.
Lula ficou atrás de
Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição presidencial. O petista levou 45,16% dos votos válidos, contra 47,03% do candidato do PL.
Ao comentar o resultado, Lula admitiu que ficou surpreso, pois esperava ser reeleito presidente já neste domingo (4).
"O resultado muitas vezes é inesperado, a gente nunca consegue tudo aquilo que a gente queria. Confesso que estava convencido de que ia ganhar as eleições em primeiro turno", afirmou.
O petista prometeu, então, começar uma "nova campanha" a partir desta segunda-feira (5) e já convocou uma reunião com aliados para discutir a estratégia do segundo turno.
"A partir de amanhã começa uma nova campanha e uma campanha apenas entre dois candidatos, que vai poder mostrar a diferença entre as propostas que existem para o Brasil", declarou.
Ele disse ainda que é "muito bom no mata-mata, no tête-à-tête" e mostrou-se confiante de que vai "convencer as pessoas" na "prorrogação" deste jogo.
Lula parte para o ataque
Já tentando se contrapor a Flávio, o petista prometeu fortalecer a inclusão social, reforçar o SUS (Sistema Único de Saúde) e ampliar os investimentos no ensino público e na tecnologia caso seja reeleito.
Na sequência, disse que há "apenas incerteza, com a biografia de um passado tenebroso" do outro lado da disputa presidencial.
"É uma biografia tenebrosa, com suspeitas gravíssimas, com relação com milicianos, com relação com crime organizado, com relação com assassinatos no Rio de Janeiro", afirmou.
Lula ainda tentou associar Flávio à crise do
Banco Master, que classificou como "a maior corrupção e a maior orgia envolvendo políticos e autoridades desse país".
Veja o pronunciamento de Lula:
O candidato do PL também criticou o rival ao comentar o resultado das urnas neste domingo (4), dizendo que "a era do PT" deixou mulheres assassinadas, brasileiros endividados, impostos altos, empresas fechadas e desesperança, mas parece estar chegando ao fim.
Veja aqui o discurso de Flávio.
Apelo contra a abstenção
Enquanto Flávio tem feito um apelo ao "voto útil", Lula decidiu fazer um apelo contra as abstenções no segundo turno da eleição.
"Vamos fazer um apelo para que as pessoas saibam que o voto é necessário para decidir o futuro do país", afirmou o petista.
De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), 33,4 milhões de eleitores não compareceram para votar neste domingo (4). Com isso, a abstenção bateu recorde e atingiu 21,08%.