PicPay (PICS) mais que dobra o lucro e chega a R$ 283 milhões no 2T26

O resultado bateu até o guidance da própria empresa, que estimava R$ 245 milhões para o período em projeção feita em junho.

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Publicado em 24/08/2026 às 19:03h Publicado em 24/08/2026 às 19:03h por Matheus Silva
A companhia atingiu 45,4 milhões de clientes (Imagem: Shutterstock)
A companhia atingiu 45,4 milhões de clientes (Imagem: Shutterstock)
🚨 O PicPay (PICS) entregou no segundo trimestre de 2026 o resultado mais expressivo de sua história.
O lucro líquido ajustado chegou a R$ 283 milhões, mais que o dobro dos R$ 130 milhões registrados no mesmo período de 2025, superando inclusive a própria estimativa da companhia, que em junho projetava R$ 245 milhões para o trimestre.
A receita líquida avançou 67%, para R$ 4,1 bilhões, acima da projeção de R$ 3,6 bilhões, e a margem financeira cresceu 65%, para R$ 2 bilhões. O ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) ajustado ficou em 20,2%.
"Continuamos crescendo o número de contas e os depósitos cresceram bastante também. A gente teve penetração maior de produtos de crédito que têm mais rentabilidade e um índice de eficiência que vem melhorando bastante. O modelo vem ficando cada vez mais rentável conforme escala a operação como um todo", disse o presidente Eduardo Chedid em entrevista à Reuters.

Carteira de crédito quase dobra para R$ 31,9 bi

A carteira total de crédito encerrou junho em R$ 31,9 bilhões, praticamente o dobro do mesmo período do ano anterior e próxima da estimativa de R$ 31 bilhões. 
O custo do risco ficou em 3,9%, no topo da faixa projetada entre 3,7% e 3,9%. Para o terceiro trimestre, a expectativa é de avanço para entre 3,9% e 4,1%.
A base de clientes chegou a 45,4 milhões de contas ativas, com receita média por cliente crescendo 52%, para R$ 92, e custo de servir em R$ 21,3.

Inadimplência de longo prazo sobe

A inadimplência acima de 90 dias avançou de 8,9% para 9,8% na comparação anual. André Cazotto, diretor financeiro, minimizou o número e apontou para o indicador de curto prazo como sinal mais fidedigno da saúde da carteira. 
"Não vemos nenhum tipo de deterioração da carteira. As safras atuais performaram melhor que as anteriores. Estamos amadurecendo a carteira e isso acaba impactando a métrica de 90 dias", disse. 
O indicador de inadimplência entre 15 e 90 dias, que antecipa tendências, caiu de 8,4% para 7,5%.
Questionado sobre o ambiente macroeconômico, o CEO afirmou que a fintech não enxerga o cenário com preocupação. 
📈 "Esperávamos uma queda mais acentuada dos juros. Ao mesmo tempo, na situação macro como um todo, a gente não vê uma deterioração que vá acontecer de maneira abrupta e muito disso pelo amortecimento que vem do mercado de trabalho", disse Chedid. Para o terceiro trimestre, a receita esperada é de cerca de R$ 4 bilhões.