Petróleo dispara 23,5% em julho com guerra no Oriente Médio e Ormuz no centro da crise

O petróleo subiu nesta sexta (31) após o Irã atacar navios no Estreito de Ormuz, fechando o mês com uma das maiores altas recentes.

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Publicado em 31/07/2026 às 18:39h Publicado em 31/07/2026 às 18:39h por Matheus Silva
O contrato mais líquido do Brent para outubro subiu 1,21%, a US$ 87,93 o barril (Imagem: Shutterstock)
O contrato mais líquido do Brent para outubro subiu 1,21%, a US$ 87,93 o barril (Imagem: Shutterstock)
🛢️ Os preços do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira (31) após o Irã informar ter atacado navios na região do Estreito de Ormuz, encerrando o mês com uma das altas mais expressivas dos últimos anos. 
O contrato mais líquido do Brent para outubro subiu 1,21%, a US$ 87,93 o barril, na ICE (Intercontinental Exchange), em Londres. 
O WTI para setembro avançou 1,29%, a US$ 84,67 o barril, na Nymex (New York Mercantile Exchange).
Na semana, o Brent registrou alta de 2,29% e o WTI de 3,53%. No acumulado de julho, o Brent disparou 23,5% e o WTI saltou 21,8%, em um dos meses mais expressivos para a commodity em anos recentes.

Retomada dos ataques EUA-Irã elevou o prêmio de risco

A alta mensal foi impulsionada pela retomada da troca de ataques entre EUA e Irã, que aumentou o prêmio de risco geopolítico no Oriente Médio e levou o mercado a precificar possíveis impactos sobre a oferta global e sobre rotas estratégicas de exportação da commodity.
No último pregão do mês, a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) informou ter interceptado e atingido dois navios-tanque que tentavam cruzar o Estreito de Ormuz, enquanto outras quatro embarcações mudaram de rota e retornaram após ignorarem advertências das forças iranianas.
Outro fator de pressão foi o relato de que o Consórcio de Oleoduto do Cáspio (CPC) avaliou uma possível interrupção por prazo indeterminado em suas operações. 
Do lado americano, o presidente Donald Trump afirmou que o Irã não terá mais capacidade militar em breve e que está perdendo a confiança em um acordo com Teerã em meio ao que classificou como "mentiras" do país persa.

TP ICAP alerta para escassez de petróleo bruto nas refinarias

Para o analista da TP ICAP Scott Shelton, a quantidade de petróleo disponível no mercado global está aquém do necessário. "As taxas de utilização das refinarias estão baixas demais diante da falta de petróleo bruto", afirmou.
📊 O mercado aguarda a reunião de domingo (2) da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados), diante de relatos de que o grupo pretende interromper os aumentos das cotas de produção após uma última elevação prevista para setembro.