Petrobras (PETR4) perde R$ 16,5 bi em valor de mercado com derrocada do petróleo

A estatal perdeu R$ 16,5 bilhões em valor de mercado com o Brent caindo, encerrando abaixo de R$ 600 bilhões pela 1ª vez desde março.

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Publicado em 25/05/2026 às 19:43h Publicado em 25/05/2026 às 19:43h por Matheus Silva
As ações da petroleira fecharam entre as maiores baixas do Ibovespa (Imagem: Shutterstock)
As ações da petroleira fecharam entre as maiores baixas do Ibovespa (Imagem: Shutterstock)
🚨 O otimismo com o avanço nas negociações entre EUA e Irã pressionou os preços do petróleo e derrubou as cotações da Petrobras (PETR4) nesta segunda-feira (25). 
Os contratos mais líquidos do Brent para agosto encerraram com queda de 6,78%, a US$ 93,42 o barril na ICE, em Londres.
As ações da estatal fecharam entre as maiores baixas do Ibovespa. A PETR3 recuou 2,91%, a R$ 48,69, e a PETR4 caiu 2,43%, a R$ 43,40, sendo a ação mais negociada na B3 com 47,2 mil negócios e giro financeiro de R$ 1,155 bilhão.
Com a baixa, a Petrobras perdeu R$ 16,5 bilhões em valor de mercado e encerrou o dia avaliada em R$ 598,7 bilhões, menor cifra desde 11 de março.

Do pico histórico ao menor nível em dois meses

Desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, as ações da Petrobras vinham acumulando forte valorização com a escalada nos preços do petróleo. Apenas durante o período do conflito, a estatal bateu 12 recordes em valor de mercado. 
O pico histórico foi registrado em 14 de abril, quando a empresa encerrou o dia avaliada em R$ 680,1 bilhões, valor 13,6% acima do fechamento desta segunda-feira.

BTG recomenda compra e projeta resultados "fortes" no 2T26

O BTG Pactual reiterou nesta segunda-feira a recomendação de compra para as ações da Petrobras, com preço-alvo de R$ 62 para a PETR4 em dezembro deste ano. A petroleira também segue como top pick do banco no setor.
Em relatório, os analistas Bruno Henriques, Gustavo Cunha e Rodrigo Almeida avaliaram que a Petrobras deve registrar resultados "fortes" no segundo trimestre de 2026, com o Brent sendo negociado a uma média aproximada de US$ 104 o barril entre abril e junho. 
"A combinação de elevada produção, captura integral dos preços mais altos do petróleo e os efeitos do programa de subvenção ao diesel tende a favorecer o momento de resultados da companhia", escreveram.

Subvenção de combustíveis vista positivamente

Na semana passada, a Petrobras aderiu ao novo programa de subvenção aos combustíveis do governo federal, criado para conter a alta dos preços diante da escalada do petróleo. 
A subvenção deve ficar entre R$ 0,40 e R$ 0,45 por litro de gasolina e aproximadamente R$ 0,32 por litro de diesel, mas o mercado ainda aguarda a publicação das diretrizes operacionais pelo Ministério da Fazenda.
📊 Para o BTG, o modelo adotado é visto de forma positiva por "preservar a política de preços da Petrobras por meio de subsídios governamentais, evitando interferências diretas na companhia."