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Petrobras (PETR4) mantém negociações iniciais diretas com representantes do fundo soberano Mubadala, de Abu Dhabi, para recomprar a Refinaria de Mataripe, na Bahia, segundo duas fontes com conhecimento do assunto.
As conversas ocorrem diretamente com o Mubadala no exterior e visam a um acordo ainda em 2026.
"Há interesse da Petrobras e conversas em curso, mas ainda existem fatores importantes a avançar. Não descartaria um acordo ainda neste ano", afirmou uma das fontes, em condição de anonimato.
"A relação do Mubadala com a Petrobras é muito boa", acrescentou.
As negociações ganharam impulso após declaração do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 20 de março, de que a estatal recompraria a refinaria vendida durante o governo Jair Bolsonaro (PL). Cinco dias depois, a Petrobras confirmou que analisaria uma eventual aquisição.
Guerra e dependência de importações tornam a recompra mais urgente
A disparada do
petróleo com o conflito no Irã evidenciou a necessidade de ampliar a capacidade doméstica de refino.
O Brasil importa cerca de 25% de seu consumo de diesel, o combustível mais consumido no país, e enfrenta pressões adicionais sobre a oferta de GLP.
Segundo uma das fontes, a Refinaria de Mataripe opera com cerca de 60% de sua capacidade, enquanto o parque de refino da Petrobras está próximo do limite máximo para atender o mercado interno.
"Eles estão importando muito, a preços altos, e não conseguem operar a pleno", disse a fonte, referindo-se à refinaria baiana.
Em 2025, a unidade na Bahia alcançou recorde de processamento de 261 mil barris por dia, segundo dados da Acelen, controlada pelo Mubadala.
Avaliação do ativo é o principal ponto em aberto
Um dos temas centrais das negociações é o valor da refinaria, vendida em 2021 por US$ 1,65 bilhão e que recebeu investimentos desde então.
"Há interesse e há negociações, sim. As equipes estão conversando, mas ainda falta mais efetividade. Vamos ver se dá 'match' este ano, mas ainda temos que ver", disse outra fonte.
📊 Procurada, a Petrobras não comentou o assunto. O Mubadala também declinou de fazer comentários.