Petrobras (PETR4) admite que conflitos globais podem impactar seus resultados
Estatal também alerta para impactos da reforma tributária, que entra em vigor neste ano.
🚨 A Petrobras (PETR4) tem até abril de 2025 para garantir a licença ambiental necessária para perfurar um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas.
O prazo é estratégico: o contrato da sonda escolhida para a operação expira em outubro do mesmo ano.
Se a autorização ambiental não sair até abril, o risco é perder a janela operacional e comprometer anos de planejamento e mais de R$ 1 bilhão já investidos pela estatal.
O pedido da licença está nas mãos do Ibama, que já rejeitou a solicitação em 2023, alegando preocupações socioambientais.
Desde então, a Petrobras revisou seus planos e apresentou um novo pedido de reconsideração, tentando avançar com a exploração em águas ultraprofundas na costa do Amapá — região considerada ambientalmente sensível, mas com grande potencial energético.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, o bloco em questão pode conter reservas tão promissoras quanto as do pré-sal.
No entanto, o impasse entre desenvolvimento energético e preservação ambiental ainda domina os bastidores do governo.
Enquanto o ministério pressiona por avanços, técnicos do Ibama continuam cautelosos, recomendando, inclusive, a negativa da licença com base em relatórios internos.
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Apesar disso, um parecer técnico recente do próprio Ibama deu sinal verde para o plano de limpeza da sonda que seria usada na perfuração — um passo importante dentro do processo de licenciamento.
A preparação da sonda já está em curso, e os custos envolvidos reforçam o senso de urgência: o aluguel do equipamento gira em torno de US$ 400 mil por dia, o que equivale a aproximadamente R$ 2,4 milhões diários.
Caso o prazo não seja cumprido, a Petrobras pode até buscar uma nova sonda, mas isso abriria uma nova rodada de contratações, análise técnica e, possivelmente, mais atrasos.
Há também a complexidade de higienizar o casco da embarcação para evitar a presença de espécies invasoras, como o coral-sol, que costuma ser detectado nesse tipo de operação e exige um processo de limpeza demorado e criterioso.
O tema voltou aos holofotes após declarações do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que alegou dificuldades em obter retorno do Ibama para discutir o caso.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, prometeu participar da reunião assim que o presidente Lula retornar de viagem ao Japão, indicando que o tema será debatido em alto nível político.
Para a Petrobras, trata-se de uma aposta de longo prazo, que pode abrir uma nova fronteira de produção nacional. Para os ambientalistas e o próprio Ibama, a cautela é indispensável diante dos riscos potenciais ao ecossistema da Amazônia Azul.
⏰ Enquanto isso, a contagem regressiva segue. E o futuro do petróleo na Foz do Amazonas continua pendente de uma licença que ainda não tem data para sair.
Estatal também alerta para impactos da reforma tributária, que entra em vigor neste ano.
Só a Petrobras pagará R$ 8 bilhões em JCP, o equivalente a um valor bruto de R$ 0,65 por ação.