Banco listado na B3 vai pagar quase R$ 12 por ação em dividendos e JCP
O Banco da Amazônia (BAZA3) aprovou a distribuição de R$ 631,6 milhões em proventos.
Nesta semana, a União informou que diminuiu suas participações em ao menos dois bancos públicos listados na B3. O governo federal vai transferir ações do Banco do Nordeste (BNBR3) e do Banco da Amazônia (BAZA3) para a estatal Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Segundo o comunicado, a maior operação será a do BNB, com mais de 29 milhões de ações, que somam cerca de R$ 3 bilhões em valor de mercado. Neste caso, a fatia de participação da União cai de 91% para 62% no banco.
Já no banco amazônico, a participação caiu de 91% para 78%, depois da transferência de 7,3 milhões de ações. Neste caso, o total do negócio foi de R$ 441,8 milhões, segundo o comunicado.
De acordo com o Planalto, a transação tem o objetivo de fortalecer a inovação, por meio da ampliação de recursos destinados ao setor. Com isso, a estatal deve aumentar seu capital social em R$ 3,5 bilhões.
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“Essa é uma maneira que o governo encontrou de aumentar o financiamento nesta área sem precisar fazer aportes diretos, já que não há espaço para expansão de gastos. É uma conversão de ‘patrimônio estático’ -ações excedentes ao controle- em ‘capital produtivo’ para inovação”, disse o presidente da Finep, Luiz Antônio Elias.
A Finep é uma companhia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, focada na oferta de crédito e investimentos para inovação do setor corporativo. A empresa atua em parceria com universidades e institutos de pesquisa para apoiar projetos de fomento à ciência.
Com sede no Rio de Janeiro, a empresa foi criada há mais de 50 anos e, desde então, atua em parceria com outros órgãos públicos e privados. Recentemente, lançou um edital de R$ 360 milhões, no âmbito do programa Tecnova, para empresas de pequeno porte que tenham projetos inovadores.
"Sabemos que transformar conhecimento em inovação é um processo complexo que envolve desenvolvimento tecnológico, capacidade empresarial, acesso a financiamento e, principalmente, a novos mercados. É nesse contexto que a atuação do Estado se torna necessária, criando condições para que boas ideias possam se desenvolver e alcançar seu potencial", afirmou Elias.
O Banco da Amazônia (BAZA3) aprovou a distribuição de R$ 631,6 milhões em proventos.
Em contrapartida, as outras despesas operacionais subiram 26,2%, para R$ 478,9 milhões.