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Enquanto o Ibovespa (IBOV) não mostra exatamente para onde vai em 2026, uma bolsa do outro lado do mundo já mostrou seu destino. O índice de ações do Japão, o Nikkei 225, apresenta uma valorização de 35% em 2026.
Nesta quarta (1º), o indicador opera na faixa dos 70,5 mil pontos, com alta de 0,6% em relação ao fechamento da véspera. Em um ano, porém, o avanço é ainda mais atrativo, de 76%, conforme dados da bolsa local.
O índice é composto por 225 empresas de capital aberto listadas naquela que é considerada a terceira maior bolsa de valores do mundo. Atualmente, o mercado acionário japonês é avaliado em mais de R$ 8 trilhões de valor de mercado.
A carteira inclui nomes de peso como Tokyo Electron, Advantest Corporation e SoftBank Group, que têm os maiores pesos do indicador. A maior parte dos ativos, porém, é do setor de tecnologia, que representa quase 60% do índice Nikkei.
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E é justamente este ponto que apresenta perigo para quem quer investir no país. Analistas destacam que apenas cinco empresas foram responsáveis por quase metade da valorização do índice, enquanto dez responderam por 80% da alta.
Por outro lado, quase metade das ações apresentou variação negativa desde o começo do ano. Isso mostra que o investidor deve estar atento ao tipo de empresa em que pretende apostar no Oriente.
"Há companhias que subiram mais de 100% neste ano e ainda negociam a múltiplos teoricamente baratos de preço sobre lucro projetado. A grande questão é: as projeções de lucro feitas pelo mercado estão corretas? Se não estiverem, essas ações não estão tão baratas quanto parecem", explica Christopher Galvão, analista da Nord Investimentos, em entrevista ao Valor.
Atualmente, os investidores brasileiros têm diversas opções para investir em empresas do Japão. Todas elas são por meio de ETFs, que são fundos de índice que replicam o movimento do mercado local direto na B3.
Um deles é o iShares MSCI Japan (BEWJ39), que acompanha as empresas negociadas abaixo de seu valor intrínseco. Atualmente, o ativo é negociado por cerca de R$ 60, com um avanço de quase 11% desde o começo do ano.
O desempenho deste ativo é diferente do da bolsa porque a carteira de ações é diferente da do Nikkei. A iShares, que é a gestora responsável pelo ativo, escolheu cerca de 110 companhias para montar sua lista.
Já para quem tem conta em corretoras que oferecem investimentos globais, outra opção é o iShares JPX Nikkei 400 (JPXN), negociado nos Estados Unidos. Neste caso, o avanço é de 15% no ano e de 25% nos últimos 12 meses.
O ativo custa por volta de US$ 100 e é negociado diretamente na Bolsa de Nova York. A carteira é um pouco mais ampla, com quase 400 companhias, representando um universo mais abrangente da bolsa japonesa.
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