Petrobras (PETR4) anuncia reajuste nos preços da gasolina; veja valor

A mudança passa a valer a partir desta sexta-feira (29).

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Publicado em 28/05/2026 às 14:04h Publicado em 28/05/2026 às 14:04h por Elanny Vlaxio
Magda Chambriard já havia sinalizado que a gasolina poderia passar por reajuste (Imagem: Reprodução)
Magda Chambriard já havia sinalizado que a gasolina poderia passar por reajuste (Imagem: Reprodução)
A Petrobras (PETR4) anunciou nesta quinta-feira (28) um reajuste de R$ 0,48 por litro no preço da gasolina A vendida às distribuidoras. A mudança ocorre após a escalada das tensões no Oriente Médio e deve impactar os preços dos combustíveis no Brasil, embora parte do aumento seja compensada por um subsídio temporário do governo federal.
Segundo a estatal, o aumento será acompanhado de um desconto de R$ 0,44 por litro, previsto em decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última segunda-feira (25). Com isso, o reajuste efetivo será de R$ 0,04 por litro.
A medida anunciada pelo governo terá validade de dois meses e busca conter os efeitos da valorização do petróleo no mercado externo sobre os combustíveis no país. De acordo com a Petrobras, a participação da companhia na composição do preço final da gasolina C, combustível comercializado nos postos, passará de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro. 
"Considerando que a gasolina C vendida nos postos é obtida a partir da mistura obrigatória de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro, a parcela da Petrobras na composição do preço final passará dos atuais R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro, um aumento residual de no máximo R$ 0,03 a cada litro de gasolina C vendida nas bombas", informou a empresa em nota.
Vale lembrar que, no início deste mês, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, já havia sinalizado que a gasolina poderia passar por reajuste em breve. Na ocasião, Magda afirmou que a estatal acompanhava de perto o comportamento do mercado de etanol antes de qualquer decisão sobre preços. 
Segundo a executiva, a queda recente do biocombustível nas bombas influenciava a estratégia comercial da companhia. Ela também destacou que a Petrobras permanecia “100% dentro da política de preços” e que avaliava medidas para suavizar os impactos da alta do petróleo sobre os combustíveis no Brasil.