A
cotação do ouro, geralmente, perde valor quando a taxa básica de juros dos Estados Unidos sobe. Todavia, quem tem o metal precioso na carteira saiu no lucro no acumulado desta semana, apesar do
tom hawkish do Federal Reserve para com as expectativas de inflação.
Só os contratos futuros do ouro com vencimento para dezembro subiram +0,57% nesta sexta-feira (18), valendo US$ 4.424,90 por onça-troy (cerca de 31 gramas), durante sessão na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). Na semana, a valorização foi de +0,36%.
Para a gestora EverBank, o principal gatilho que vem sustentando a recuperação do
metal precioso é a desvalorização do
petróleo tipo Brent, que encerrou a semana valendo US$ 103,87 por barril, queda de quase -1% no período.
Vale destacar também que o
dólar americano subiu para a sua cotação mais alta em mais de sete semanas, tornando o ouro cotado em dólares caro para detentores de outras moedas. Como era de se esperar, vários investimentos atrelados ao metal precioso acumulam ganhos no período.
As cotas do
iShares Gold Trust (IAU), o maior ETF de ouro do mundo, ostentam lucro de +2,33% ao longo da semana, valendo US$ 82,23 cada. Já as cotas do
VanEck Junior Gold Miners ETF (GDXJ), que investe em uma cesta de mineradoras júnior de ouro com maior potencial de crescimento ao redor do mundo, saltaram quase +3% no mesmo período, negociadas por US$ 124,44 cada.
"Quem tem ouro em carteira já esperava um aumento da taxa de juros nos EUA. Então, traders abriram posições vendidas para aproveitar a esperada desvalorização do ouro. Só que essas posições foram rapidamente liquidadas e aceleraram ainda mais o rali altista do ouro", comenta a gestora americana, em nota.
Afinal de contas, os mercados globais se deram conta de que o fechamento do oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita não terá um impacto tão grande no fornecimento do petróleo quanto se temia inicialmente, sendo um gargalo a menos na guerra do Oriente Médio.
Mais conhecida entre os investidores brasileiros, a mineradora de ouro
Aura Minerals (AURA33) viu suas ações se apreciarem em +3,97% ao longo da semana, impulsionada por resultados financeiros recordes e fortes preços de commodities.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Aura Minerals (AURA33) há cinco anos, hoje você teria R$ 7.553,80, já considerando o reinvestimento dos
dividendos em dólar. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 1.550,60 nas mesmas condições.